09:18 14 Abril 2021
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    O Irã rejeitou alegações de Israel relacionadas com seu programa nuclear, e não considera que o enriquecimento de urânio até 20% seja o fim do acordo nuclear, sublinha o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

    "Tais acusações chegam dos sionistas o tempo todo e não têm fundamento, são vazias", disse Araghchi ao canal IRIB TV2. "Um regime que possui armas nucleares não pode acusar o Irã de querer obter armas nucleares."

    Nesta segunda-feira (4), Teerã disse que havia começado a produzir urânio enriquecido em 20% no complexo nuclear de Fordow.

    Em resposta, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a decisão do Irã de aumentar seu nível de enriquecimento demonstra a intenção de Teerã em continuar desenvolvendo seu programa nuclear militar, pelo que prometeu evitar que a República Islâmica crie uma bomba nuclear.

    Embora, de acordo com o Plano de Ação Global Conjunta (JCPOA, na sigla em inglês) de 2015, o Irã tivesse permissão para enriquecer seu urânio até 3,67%, o país suspendeu essa obrigação devido à retirada dos EUA do acordo em maio de 2018, após Israel acusar Teerã de mentir sobre suas instalações na tentativa de criar secretamente uma bomba nuclear.

    É importante relembrar que a República Islâmica tem aumentado suas atividades no setor nuclear desde novembro do ano passado, após o assassinato do importante cientista nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh, cujo assassinato o Irã atribuiu ao Estado judeu.

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    Tags:
    urânio enriquecido, bomba nuclear, armas nucleares, Israel, Irã
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