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    Na opinião de especialista, embora tenha passado um ano desde o assassinato, muitas perguntas permanecem sem resposta, ao mesmo tempo que a comunidade internacional continua em silêncio.

    A operação de assassinato em janeiro do ano passado do major-general iraniano Qassem Soleimani, bem como de seis outras pessoas, foi realizada sob as ordens do presidente norte-americano Donald Trump, que havia prometido retaliação contra o Irã depois que tropas de autodefesa xiitas sitiaram a embaixada dos EUA em Bagdá com o apoio de Teerã.

    A luta contra o terrorismo tem sido usada durante anos como pretexto para justificar a estratégia política dos EUA, afirmou Sakine Sadat Pad, advogada iraniana e defensora dos direitos humanos, à Sputnik.

    "A martírica morte do general Soleimani e do chefe da milícia xiita iraquiana, Abu Mahdi al-Muhandis, mostrou a falsidade dos EUA, um império de palavras atraentes sobre a luta contra o terrorismo e a proteção da liberdade e dos direitos humanos", comentou a especialista.

    Em sua opinião, o sistema jurídico internacional está em um ponto crítico de sua história.

    "Guerras subsidiárias e distúrbios estão violando os direitos óbvios dos povos do Oriente Médio, incluindo Iêmen, Iraque, Síria e Afeganistão. [...] O mundo dessas pessoas está cheio de perigos, pobreza, desemprego, doenças mentais e desnutrição infantil devido às guerras iniciadas pela arrogância do Ocidente."

    A especialista lembrou que o general Soleimani viajou ao Iraque a convite oficial do governo "para transmitir uma mensagem de paz, e não de guerra".

    "O general Soleimani voou para um aeroporto iraquiano normal com um passaporte normal, e assim que apareceu no Aeroporto Internacional de Bagdá, foi realizada uma operação para eliminá-lo por ordem direta do presidente dos EUA. O mundo testemunhou a violação do direito internacional e da soberania de um país independente", ressaltou.

    A ativista iraniana de direitos humanos observou que o assassinato do general Soleimani expôs os patrocinadores dos terroristas.

    Pessoas caminham perto de pôster do general Qassem Soleimani, militar iraniano sênior, exposto pelo aniversário de um ano de sua morte por ataque dos EUA, em Teerã, Irã, 1º de janeiro de 2021
    © REUTERS / Majid Asgaripour / Agência de notícias WANA
    Pessoas caminham perto de pôster do general Qassem Soleimani, militar iraniano sênior, exposto pelo aniversário de um ano de sua morte por ataque dos EUA, em Teerã, Irã, 1º de janeiro de 2021

    "[...] O governo dos EUA cometeu um crime terrível ao violar todas as leis."

    De acordo com Sakine Sadat Pad, apesar de ter passado um ano desde o assassinato, a opinião internacional ainda aguarda as respostas a perguntas importantes, principalmente:

    "Que medidas foram tomadas pelo Poder Executivo contra o presidente dos EUA e outros responsáveis pelo assassinato premeditado do general Soleimani? Devemos continuar aderindo ao princípio da inviolabilidade dos chefes de Estado depois que a imunidade dos estadistas da República Islâmica do Irã foi violada pelos Estados Unidos com este incidente?"

    "Até que os culpados recebam a punição que merecem por matar o general Soleimani e o mártir Abu Mahdi, a raiva de milhões não diminuirá. De acordo com o Estatuto do Tribunal Penal Internacional, a acusação é possível, e os perpetradores devem ser responsabilizados pela lei", concluiu a especialista.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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    Tags:
    Bagdá, Donald Trump, Sputnik News, Sputnik, Qassem Soleimani, Iraque, EUA, Irã
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