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    O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse nesta terça-feira (22) que os Estados Unidos estão prontos para continuar trabalhando com Israel e Líbano nas negociações para uma fronteira marítima, enquanto os países lutam para chegar a um acordo.

    De acordo com um comunicado nas redes sociais feito pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, a disputa sobre a região, que envolve a exploração offshore de petróleo e gás, ainda está longe de um acordo satisfatório tanto para Israel quanto para o Líbano.

    "Lamentavelmente, apesar da boa vontade de ambos os lados, as partes continuam distantes", disse Mike Pompeo.

    Os Estados Unidos continuam prontos para mediar negociações construtivas entre os governos israelense e libanês em suas fronteiras marítimas. Incentivamos ambos os lados a continuar as discussões com base nas respectivas reivindicações que depositaram anteriormente nas Nações Unidas.

    A questão da fronteira

    Desde outubro, Israel e Líbano promovem rodadas de negociação para delimitar as fronteiras em território marítimo de cada um. Em meio à disputa está a exploração offshore de petróleo e gás.

    Plataforma de exploração de gás no campo de gás natural de Leviatã, no mar Mediterrâneo
    © AP Photo / Marc Israel Sellem
    Plataforma de exploração de gás no campo de gás natural de Leviatã, no mar Mediterrâneo
    O presidente do parlamento libanês, Nabih Berri, explicou que os Estados Unidos deverão trabalhar como um facilitador durante as reuniões entre autoridades dos dois países do Oriente Médio. 

    Já o presidente libanês, Michel Aoun, ao comentar a situação, afirmou que o delineamento da fronteira deveria ser "baseado na linha que parte em terra do ponto de Ras Naqoura".

    Israel discorda deste entendimento e acusa o Líbano de mudar constantemente sua posição sobre a disputada fronteira marítima no Mediterrâneo. De acordo Tel Aviv, crise poderia levar países a um "beco sem saída", o que seria prejudicial para toda a região.

    ​O campo de gás de Karish

    A demarcação deve ser "de acordo com o princípio geral conhecido como linha mediana, sem levar em consideração qualquer impacto das ilhas costeiras palestinas ocupadas", afirmou Aoun, referindo-se ao litoral israelense.

    A questão envolvendo fronteiras marítimas de Israel e Líbano partiu de uma negociação com base em um mapa registrado nas Nações Unidas em 2011. O Líbano considera que esse mapa foi baseado em estimativas erradas, e exige 1.430 quilômetros quadrados adicionais para o seu território, o que inclui parte do campo de gás Karish de Israel.

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    Tags:
    offshore, gás, petróleo, fronteira, acordo, EUA, Líbano, Israel
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