01:11 17 Janeiro 2021
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    O físico nuclear Mohsen Fakhrizadeh, destacado cientista iraniano, foi assassinado enquanto transitava em um comboio de carros no norte do Irã.

    O assassinato do pesquisador nuclear Mohsen Fakhrizadeh por Israel busca desestabilizar a região e provocar uma guerra nos últimos dias da "malfadada presidência Trump", anunciou nesta segunda-feira (14) o presidente iraniano Hassan Rouhani, durante uma conferência de imprensa.

    Ao enfatizar que a "estabilidade regional" era importante para o Irã, Rouhani alertou que Teerã ainda assim possui o direito de retaliar o assassinato, mas o fará no momento e local de sua escolha.

    O mandatário também comentou sobre a possibilidade da administração Biden reintegrar o acordo nuclear Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA, na sigla em inglês).

    De com acordo o presidente, o pacto não estava "aberto para renegociação" e que Biden estava "ciente disso". A única opção para os EUA era retomá-lo, sem demandas de mudanças relacionadas a mísseis ou questões regionais, mas que mesmo assim avaliava a opção de reingresso dos EUA "totalmente fora de questão".

    Ao ser perguntado sobre o Irã considerar uma compensação financeira como condição para o acordo, Rouhani disse que os Estados Unidos ainda deveriam pagar muito. Portanto, colocar uma compensação como condição, somente garantiria que as sanções continuariam presentes por muitos outros anos.

    Manifestantes rasgam bandeira norte-americana na capital do Irã, Teerã, em meio a protestos após a morte de Qassem Soleimani
    © AP Photo / Vahid Salemi
    Manifestantes rasgam bandeira norte-americana na capital do Irã, Teerã, em meio a protestos após a morte de Qassem Soleimani

    O presidente persa também comentou que ordenou ao seu ministro de Petróleo para preparar a produção de 2,8 milhões de barris por dia, dos quais se espera exportar 2,3 milhões. Devido às sanções implementadas pelos Estados Unidos, o país exportou entre 600 mil e 700 mil barris por dia em 2020.

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    Tags:
    sanções, acordo, Estados Unidos, Israel, assassinato, petróleo, Irã
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