09:52 16 Abril 2021
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    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de dezembro (93)
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    Área das manifestações é no Curdistão iraquiano e governo local alega que Bagdá ainda não enviou recursos. Queda no preço do petróleo, 90% das receitas do país, abalou a economia.

    Pelo menos sete pessoas foram mortas em protestos desde domingo (6) no norte do Iraque, onde trabalhadores do governo exigem que seus salários sejam pagos. Enquanto isso, a COVID-19 mergulha o país em tumulto econômico, disse a rede de TV a cabo CNN.

    Seis manifestantes morreram depois que as forças de segurança locais abriram fogo para dispersar a multidão em Sulaymaniyah na região autônoma do Curdistão iraquiano. Um oficial de segurança também morreu em confronto com os manifestantes. Pelo menos 12 pessoas foram feridas.

    Centenas de manifestantes protestaram também em cidades próximas dizendo não ter recebido seus contracheques desde outubro. Mais de 1,25 milhão de pessoas estão empregadas pelo governo regional do Curdistão iraquiano.

    Nos últimos dias, os manifestantes também incendiaram os prédios do governo e as sedes dos partidos políticos. As forças de segurança usaram munição real e gás lacrimogêneo para dispersar os protestos, informaram testemunhas e autoridades de saúde à CNN.

    A Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque condenou os "atos de violência" na região afirmando em uma declaração na segunda-feira (7) que "o direito ao protesto pacífico deve ser protegido e é imperativo que as manifestações permaneçam pacíficas".

    O presidente iraquiano Barham Salih comentou que as autoridades estavam observando a situação na província com "profunda preocupação" em uma declaração que instava os líderes locais a ouvir as exigências dos manifestantes.

    "Resolver estes problemas com violência é um enorme erro. Precisamos de soluções rápidas e radicais para resolver estas questões em torno do pagamento de salários e das condições em que as pessoas estão vivendo. Isso inclui tomar medidas rápidas e sérias, baseadas na transparência e na melhor utilização dos recursos do país para servir ao povo iraquiano bem como a realização de reformas genuínas", disse o presidente.

    Disputa entre governos

    Salih também pediu ao governo regional que "trabalhe para um acordo abrangente com o governo federal do país, em torno de salários e outros pagamentos financeiros, para que todos possamos garantir que os cidadãos iraquianos possam viver livremente e com dignidade".

    Existe uma longa disputa entre os governos regional e federal sobre as ações e distribuição de petróleo e gás. A pandemia só ampliou a crise. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) na quarta-feira (9), o Iraque tinha 568.138 casos de COVID-19 e 12.477 mortos.

    O primeiro-ministro do governo regional do Curdistão iraquiano, Masrour Barzani, disse em uma declaração na segunda-feira (7) que "o governo curdo está exercendo todos os seus esforços para superar as difíceis situações financeiras pelas quais a região, o Iraque e o mundo estão passando".

    Barzani acrescentou que "continua a negociar com o governo federal para obter os direitos e as taxas financeiras para a região que, infelizmente, Bagdá não enviou até agora, embora o governo regional tenha mostrado total flexibilidade para chegar a um acordo dentro da estrutura da Constituição".

    A pandemia da COVID-19 e as quedas nos preços do petróleo têm afetado a economia do Iraque que depende do produto para 90% de suas receitas. Bagdá e em outras partes do Iraque também têm lutado para pagar seus funcionários a tempo.

    Tema:
    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de dezembro (93)

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    Tags:
    Bagdá, Sulaymaniyah, Curdistão, Iraque, COVID-19
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