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    Desde o assassinato do cientista nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, em 27 de novembro, Irã e Israel intensificaram as trocas de acusações e acirraram tensões na região do Oriente Médio.

    O Irã culpa Tel Aviv pelo ataque à luz do dia contra um de seus mais renomados físicos nucleares. Israel, por sua vez, nega o ataque ou qualquer participação.

    Porém, vale lembrar que um oficial israelense anônimo disse ao The New York Times que Israel esteve por trás do ataque a Fakhrizadeh. No dia 30 de novembro, a Press TV noticiou, citando uma fonte bem informada, que a arma utilizada na morte do cientista tinha o logotipo e especificações da indústria militar de Israel.

    Nesta terça-feira (8), o chefe da Segurança iraniana, Ali Shamkhani, disse que o mundo seria um lugar melhor sem Israel, e que os países árabes que estão assinando acordos de normalização com Israel correm o risco de serem derrubados pelo seu próprio povo.

    "Sem dúvida, o mundo estará mais seguro sem o regime sionista. Os funcionários do governo que buscam, com humilhação, normalizar as relações com o falso regime sionista e estão ajudando a implementar os esquemas dos EUA na região", disse Shamkhani em uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Síria, Faisal Mekdad.

    As declarações foram citadas pela PressTV do Irã.

    Apontando para a importância das relações estratégicas entre o Irã e a Síria, inclusive na luta contra a "agressão" israelense, Shamkhani também exortou a comunidade internacional a "permanecer firme contra as ações deste regime desumano".

    Em seus comentários, Shamkhani também atacou os EUA por causa da ocupação contínua de partes do nordeste da Síria, acusando Washington de manter tropas no país para "manter a segurança do regime sionista" e facilitar a expansão das células terroristas do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países).

    EUA patrulham campos petrolíferos sírios no leste da Síria, 28 de outubro de 2019
    © AP Photo / Baderkhan Ahmad
    EUA patrulham campos petrolíferos sírios no leste da Síria
    Em sua discussão com Shamkhani, Faisal Mekdad expressou gratidão pela ajuda do Irã a Damasco em sua luta contra o terrorismo e agressão estrangeira. Ele também disse que os sírios nunca esqueceriam os sacrifícios feitos por comandantes e soldados iranianos, incluindo o major-general Qassem Soleimani, assassinado em um ataque de drones nos EUA em Bagdá em janeiro de 2020.

    Já Israel, em alerta emitido na última quinta-feira (3), disse que suas instalações no exterior podem ser alvos do Irã, que vem fazendo novas ameaças contra o país desde a morte do proeminente cientista nuclear iraniano. Tel Aviv afirma que seu escritório de contraterrorismo possui provas de que o Irã poderia tentar realizar ataques em países vizinhos, incluindo Geórgia, Azerbaijão, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

    A boy carries a portrait of Iranian Revolutionary Guard Gen. Qassem Soleimani
    © AP Photo / Vahid Salemi
    A boy carries a portrait of Iranian Revolutionary Guard Gen. Qassem Soleimani

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    Tags:
    assassinato, oriente médio, tensão, israel, Irã
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