04:19 26 Novembro 2020
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    O chefe do Exército da Etiópia, Birhanu Jula Gelalcha, acusou nesta quinta-feira (19) o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, de promover os interesses do povo do norte de Tigré e ajudá-los a obter armas.

    "Ele mesmo é membro desse grupo e, como sabem, é membro do comitê central" do partido Frente de Libertação do Povo Tigré (FLPT), destacou Gelalcha em coletiva de imprensa transmitida pela televisão local, acrescentando que o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde fará todo o possível para ajudar seu povo.
    Membros da Força Especial de Amhara retornam à base militar mecanizada da 5ª divisão de Dansha, após lutar contra a Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF)
    © REUTERS / TIKSA NEGERI
    Membros da Força Especial de Amhara retornam à base militar mecanizada da 5ª divisão de Dansha, após lutar contra a Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF)

    Nesse contexto, Gelalcha pediu a demissão de Ghebreyesus, qualificando-o de "criminoso".

    Segundo publicou a Reuters, um porta-voz da OMS disse não haver comentários imediatos sobre a acusação contra Ghebreyesus, um tigré etíope que foi Ministro da Saúde em uma ex-coalizão governamental liderada pela FLPT.

    O governo central da Etiópia lançou uma ofensiva contra o Tigré em 4 de novembro, após acusar as forças locais de ataques contra tropas federais alocadas na região. O Tigré faz fronteira com Eritreia e Sudão e é habitado por cerca de cinco milhões de pessoas.

    O conflito já resultou na morte de centenas de pessoas e forçou milhares a buscarem refúgio no Sudão.

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    Tags:
    refugiados, governo, conflito, OMS, Etiópia
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