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    Informação só foi divulgada nesta sexta-feira (13), mas nenhum país, nem a organização terrorista, reconheceram a morte de Abu Muhammad al-Masri.

    Abdullah Ahmed Abdullah, conhecido como Abu Muhammad al-Masri, foi baleado nas ruas de Teerã há três meses, segundo informou o jornal norte-americano The New York Times nesta sexta-feira (13).

    Ele seria o número dois da Al-Qaeda, organização terrorista proibida na Rússia e em outros países. Ele era acusado de planejar os ataques às embaixadas dos Estados Unidos na Tanzânia e no Quênia que mataram 224 pessoas.

    A operação contou com agentes israelenses e terminou com dois homens numa moto fuzilando o terrorista de 58 anos e sua filha, nora de Osama bin Laden. O ataque aconteceu no dia 7 de agosto, pouco mais de três meses atrás na capital iraniana.

    As informações do jornal vieram de fontes dos serviços de inteligência norte-americana. Mas Al-Qaeda, Irã, EUA e Israel não reconheceram publicamente a morte de al-Masri.

    A polícia federal norte-americana (FBI) tinha estipulado uma recompensa de 10 milhões de dólares - cerca de R$ 57 milhões - por al-Masri e o anúncio com foto dele ainda estava no site do FBI nesta sexta-feira (13).

    O fato de ele ter vivido no Irã foi surpreendente, visto que o Irã e a Al Qaeda são inimigos. O Irã, uma teocracia xiita muçulmana e a Al Qaeda, um grupo sunita muçulmano jihadista, lutaram entre si nos campos de batalha do Iraque e em outros lugares.

    Funcionários da inteligência norte-americana dizem que Abu Muhammad al-Masri estava sob custódia do Irã desde 2003, mas que ele vivia livremente no distrito de Pasdaran em Teerã, um subúrbio de luxo, desde pelo menos 2015.

    A ação aconteceu por volta das 21 horas. Ele dirigia seu carro com sua filha perto de casa quando dois pistoleiros em uma motocicleta pararam ao seu lado. Cinco tiros foram disparados de uma pistola com um silenciador. Quatro balas entraram no carro através do lado do motorista e um quinto atingiu um carro próximo.

    Com a notícia do tiroteio, a mídia oficial do Irã identificou as vítimas como o libanês Habib Daoud, professor de História, e sua filha Maryam, de 27 anos. O canal de notícias libanês MTV e os relatos da mídia social afiliada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã relataram que Daoud era membro do Hezbollah, a organização militante no Líbano apoiada pelo Irã.

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    Tags:
    Hezbollah, Irã, Al-Qaeda, Quênia, Tanzânia, FBI
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