02:20 26 Novembro 2020
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    Autoridades israelenses dizem que a detenção sem julgamento às vezes é necessária para proteger as identidades de agentes secretos.

    Nesta sexta-feira (6), Maher Al-Akhras encerrou uma greve de fome de 103 dias em protesto por ter sido detido sem acusação por Israel.

    O fim da greve só aconteceu depois de Israel ter garantido que a detenção do palestino não seria prorrogada.

    As informações foram divulgadas pelo site Palestine Chronicle.

    Um oficial de segurança israelense confirmou que Maher Al-Akhras havia encerrado sua greve de fome e seria libertado no dia 26 de novembro, ao final de sua detenção de quatro meses.

    Akhras, um residente da cidade de Jenin, no norte da Cisjordânia, foi levado sob custódia em 27 de julho sob a ordem de "detenção administrativa" israelense. Ele começou sua greve de fome no dia de sua prisão.

    A agência de segurança interna Shin Bet, em Israel, afirmou que Akhras foi detido após receber informações de que ele era um agente infiltrado. Sua esposa nega essa alegação.

    Akhras, que esteve em outubro em um hospital israelense e sofreu de dores no coração e convulsões, prometeu, na época, que continuaria recusando alimentos sólidos, apesar de uma decisão da Suprema Corte de Israel, no mesmo mês, de não prorrogar sua detenção.

    Akhras permanecerá hospitalizado até o final de sua detenção. Há cerca de cinco mil palestinos em prisões israelenses, 350 deles sob detenção administrativa.

    Estudantes palestinos passam por um mural que retrata o prisioneiro palestino em greve de fome Maher Al-Akhras, detido por Israel, no centro da Faixa de Gaza em 19 de outubro de 2020[
    © REUTERS / Mohammed Salem
    Estudantes palestinos passam por um mural que retrata o prisioneiro palestino em greve de fome Maher Al-Akhras, detido por Israel, no centro da Faixa de Gaza em 19 de outubro de 2020

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    Tags:
    detido, greve de fome, greve, Palestina, israel
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