00:03 24 Novembro 2020
Ouvir Rádio
    Oriente Médio e África
    URL curta
    9512
    Nos siga no

    Após o fim do embargo de armas da ONU, Irã tem oportunidade de continuar comprando e exportando armas, incluindo para setor aéreo, conforme lei internacional.

    Teerã tem acordos com Rússia para desenvolver seu setor aéreo, disse o ministro da Defesa iraniano, brigadeiro-general Amir Hatami, acrescentando que um acordo de venda de armas foi fechado com Rússia e China.

    "Fechamos um acordo com Rússia e China de venda de armas depois do fim do embargo", revelou Amir Hatami em entrevista na segunda-feira (19) ao canal IRINN News Channel, acrescentando que o Irã "fechou importantes acordos com Rússia para expansão e desenvolvimento dos sistemas da Força Aeroespacial iraniana".

    Hatami acrescentou que o cancelamento do embargo dá ao Irã a oportunidade de importar e exportar armas.

    Ao mesmo tempo, o ministro enfatizou que o Teerã "não tem intenção de iniciar uma corrida armamentista que transformaria a região em um barril de pólvora".

    História do embargo

    Em julho de 2015, o Irã e seis mediadores internacionais – Rússia, EUA, Reino Unido, China, França e Alemanha – assinaram o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), que impôs uma série de limitações ao programa nuclear iraniano com o objetivo de excluir sua possível dimensão militar, em troca do cancelamento das sanções internacionais.

    Desde então, em maio de 2018, Washington saiu do pacto e ativou várias sanções contra o Teerã com o argumento de que o país continuava desenvolvendo armas nucleares.

    Um ano após a saída dos EUA, o Irã começou a reduzir gradualmente seus compromissos nucleares diante da falta de progresso por parte dos outros países signatários para combater as restrições dos EUA.

    O embargo de armas imposto a Teerã pela ONU expirou no domingo (18), cinco anos após o JCPOA ter sido aprovado.

    Mais:

    EUA estão prontos para sancionar quem contribuir com vendas de armas ao Irã, diz Pompeo
    Europa não aceitará as sanções dos EUA sobre Irã, diz Macron em discurso na ONU
    Parceria estratégica Irã-China seria prego final no caixão da política de 'pressão máxima' dos EUA?
    Tags:
    Força Aérea, Amir Hatami, Rússia, China, Irã
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar