01:38 01 Outubro 2020
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    A Lei César, conjunto de sanções contra a Síria impostas pelos EUA, não é ato isolado, mas parte de estratégia para estrangular o povo, disse nesta quarta-feira (12) o presidente sírio, Bashar Assad.

    "A Lei César não é um caso separado dos estágios iniciais do cerco, que causou grande dano ao povo sírio", afirmou o líder diante da nova legislatura do Parlamento, em discurso transmitido pela agência SANA. 

    Em junho, foram realizadas eleições parlamentares na Síria. O presidente afirmou também que as sanções tinham como objetivo "estrangular" a população da Síria. 

    Além disso, ele culpou os embargos impostos pelos EUA pela queda recorde da moeda síria, o que provocou uma compra de dólares na Síria.

    Assad afirmou ainda que a autossuficiência e o aumento da produção doméstica eram as únicas maneiras de conter o assédio ao qual o país está sendo submetido. 

    Sanções entraram em vigor em junho

    Boa parte do discurso foi dedicada aos problemas econômicos que a Síria enfrenta. Assad disse também que o governo tinha preparado uma estratégia não convencional para o país deixar a crise, mas que ainda não podia ser revelada.

    A Lei César, assinada no final de 2019 pelo presidente estadunidense, Donald Trump, entrou em vigor em 17 de junho de 2020. O ato é um conjunto de sanções contra a Síria que atinge quase todas as áreas da economia do país, assim como empresas e indivíduos estrangeiros que realizarem negócios com o governo de Assad. 

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    Tags:
    Donald Trump, parlamento, economia, oriente médio, embargo, EUA, sanções, Bashar Assad, Síria
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