14:55 27 Setembro 2020
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    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou frustração com os planos paralisados ​​de anexar a Cisjordânia, culpando a relutância dos Estados Unidos em aprovar a medida.

    "Ficou claro desde o início que a aplicação da soberania seria feita apenas com o acordo dos EUA. Caso contrário, eu já teria feito isso há um tempo", declarou Netanyahu ao Canal 20 de Israel.

    O premiê israelense afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agora estava "ocupado com outras coisas" e que "questões importantes para Israel" não eram uma prioridade para Washington no momento.

    A anexação, que faz parte do "plano de paz" de Trump para a região, estava originalmente programada para começar em julho. De acordo com o plano da Casa Branca, Israel absorveria 30% do território ocupado que capturou da Jordânia durante a Guerra dos Seis Dias de 1967. O resto da Cisjordânia seria governado por palestinos, mas a segurança e a política de fronteira seriam decididas por Israel.

    Mais de 460 mil israelenses vivem nesses assentamentos, construídos em violação das leis internacionais, e a anexação vai privar os palestinos de uma parte significativa de seu território. Facções palestinas denunciaram a proposta como morta logo na chegada.

    Palestina caminha com filho ao lado de muro desenhado em protesto ao plano de Israel de anexar partes da Cisjordânia ocupada por israelenses, no sul da Faixa de Gaza, 14 de julho de 2020
    © REUTERS / Ibraheem Abu Mustafa
    Palestina caminha com filho ao lado de muro desenhado em protesto ao plano de Israel de anexar partes da Cisjordânia ocupada por israelenses, no sul da Faixa de Gaza, 14 de julho de 2020

    No entanto, a administração Trump não está disposta a dar a aprovação final para avançar com a anexação. Netanyahu informou no início de agosto que estava esperando o sinal de Washington para "aplicar a soberania" à Cisjordânia.

    Embora a Casa Branca inicialmente apoiasse a anexação, o plano recebeu oposição quase unânime na comunidade internacional.

    Se a anexação não ocorrer nas próximas semanas, é possível que seja interrompida indefinidamente. Netanyahu está atualmente em uma batalha orçamentária com o ministro da Defesa e premiê alternativo Benny Gantz. Se um orçamento não for aprovado até o final de agosto, Israel será forçado a realizar outra eleição, suspendendo a anexação no futuro próximo. Também há temores em Tel Aviv de que eles possam perder o apoio à medida se Trump não conseguir a reeleição em novembro.

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    Tags:
    diplomacia, anexação, Donald Trump, Benny Gantz, Benjamin Netanyahu, Estados Unidos, Palestina, Cisjordânia, Israel
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