23:18 03 Agosto 2020
Ouvir Rádio
    Oriente Médio e África
    URL curta
    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de julho (46)
    361
    Nos siga no

    Neste domingo (12), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentou uma proposta de auxílio econômico para trabalhadores autônomos no país. O anúncio vem após protestos em Tel Aviv contrários à política econômica israelense durante a crise do novo coronavírus.

    O anúncio foi publicado neste domingo (12) através de uma declaração conjunta do gabinete do premiê com o Ministério das Finanças de Israel.

    "O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro das Finanças Yisrael Katz, submeteram hoje à aprovação do Gabinete a decisão sobre assistência [econômica] aos autônomos, assalariados com ações de controle e negócios que foram atingidos pelos efeitos econômicos da disseminação do novo coronavírus, de até NIS 7.500 [cerca de R$ 11.580]", diz a declaração.

    Os subsídios econômicos serão distribuídos nos próximos dias, enquanto outras propostas estão em consideração para criar um sistema bimestral de auxílios para autônomos, acrescenta a declaração conjunta.

    Protesto em Tel Aviv termina em detenções

    Dezenas de milhares de israelenses participaram de uma manifestação na cidade de Tel Aviv, no sábado (11), em protesto contra a resposta israelense diante da crise econômica causada pela pandemia da COVID-19.

    Visão aérea da praça Rabin, em Tel Aviv, durante manifestação, em 11 de julho de 2020, contra a resposta do governo à crise do novo coronavírus.
    © REUTERS / Ilan Rosenberg
    Visão aérea da praça Rabin, em Tel Aviv, durante manifestação, em 11 de julho de 2020, contra a resposta do governo à crise do novo coronavírus.

    Segundo a polícia local, dezenas de manifestantes bloquearam ruas, atacaram policiais e atiraram objetos contra eles, ferindo levemente pelo menos três oficiais. A polícia afirma que 19 manifestantes foram detidos durante o protesto.

    A maioria dos manifestantes era de autônomos, principalmente da área de turismo, um dos setores mais afetados ao redor do mundo devido às restrições de viagens impostas para conter a pandemia em diversos países.

    Em Tel Aviv, polícia detém um manifestante durante protesto, em 11 de julho de 2020, contra o governo israelense em meio à crise econômica do novo coronavírus.
    © REUTERS / Ammar Awad
    Em Tel Aviv, polícia detém um manifestante durante protesto, em 11 de julho de 2020, contra o governo israelense em meio à crise econômica do novo coronavírus.

    O desemprego em Israel alcançou a marca de 20% em meio à crise do novo coronavírus. A expectativa apontada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) é de que a economia israelense registre uma queda de 6,3% em 2020.

    Desde o início da pandemia, Israel registrou 38.213 casos da COVID-19 e 358 mortes causadas pela doença. Neste domingo (12), o Ministério da Saúde israelense confirmou 749 novos casos do novo coronavírus no país.

    Tema:
    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de julho (46)

    Mais:

    Presidente do Irã determina ações para combater ameaças de Israel à paz
    Comitê Ministerial de Israel apoia projeto de lei sobre maconha e abre caminho para legalização
    Macron pede que Israel abandone anexação da Cisjordânia em meio a clamor internacional
    Tags:
    COVID-19, Benjamin Netanyahu, Israel
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar