12:52 24 Novembro 2020
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    O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou que as 39 sanções recém-introduzidas têm como alvo o presidente da Síria, Bashar Assad, a primeira-dama, Asma Assad, e outras pessoas.

    "Hoje [17], o Departamento do Tesouro e o Departamento de Estado estão introduzindo 39 sanções em conformidade com o Ato de César e a Ordem Executiva 13894, como o início do que será uma campanha sustentada de pressão econômica e política para não conceder rendimento e apoio ao regime de Assad que é usado para travar guerra e cometer atrocidades em massa contra o povo sírio", declarou Mike Pompeo.

    O Ato de César, que foi assinado pelo presidente dos EUA em dezembro de 2019, corresponde a sanções que entram em vigor a partir desta quarta-feira (17), impondo novas restrições a quase todas as atividades econômicas e comerciais sírias e a todos aqueles que fizerem negócios com Damasco.

    "Nós estamos designando como arquitetos deste sofrimento [o presidente sírio] Bashar Assad e sua esposa Asma Assad", acrescentou o secretário de Estado dos EUA.

    Além disso, o diplomata afirmou que nas próximas semanas e meses os EUA continuarão anunciando novas sanções à Síria tendo como alvos mais indivíduos e empresas que apoiam o presidente sírio.

    "Nós vamos continuar esta campanha nas próximas semanas e meses para atingir indivíduos e empresas que apoiem o regime de Assad e obstruam uma resolução pacífica e política do conflito em conformidade com a [Resolução do Conselho das Nações Unidas] (UNSCR) 2254", referiu Pompeo. "Prevemos muito mais sanções", sublinhou.

    No início de maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou reestabelecimento das sanções americanas contra a Síria devido ao conflito em andamento no país do Oriente Médio.

    Naquele mês, Donald Trump solicitou que o governo sírio acabasse com a guerra no país, condenando Rússia e Irã por aquilo que ele descreveu como apoio ao presidente Bashar Assad.

    A Rússia e o Irã atuam como garantidores do cessar-fogo na dilacerada pela guerra síria. Moscou conduz regularmente operações humanitárias em todo o território do país e ajuda Damasco no estabelecimento da passagem segura para o retorno de refugiados à Síria.

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    Tags:
    Bashar Assad, sanções econômicas, Donald Trump, Estados Unidos, Mike Pompeo, Oriente Médio, sanções, Síria
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