22:26 04 Abril 2020
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    O porta-voz do Ministério da Defesa russo afirmou que o Ocidente ignora a entrada de tropas da Turquia na província síria de Idlib, em violação do direito internacional.

    Segundo o major-general russo Igor Konashenkov, durante o período de vigência dos acordos de Sochi entre a Rússia e a Turquia sobre a zona de desescalada em Idlib, todos os alertas oficiais da Rússia à ONU e aos países ocidentais foram deixados sem resposta.

    Desde o início de fevereiro, a Síria é acusada pelo Ocidente de supostos "crimes de guerra", "desastre humanitário" e "fluxos de milhões de refugiados" em Idlib, comentou Konashenkov.

    "Ninguém no Ocidente repara nas ações do lado turco, que lançou um grupo de ataque para Idlib com um número de soldados equivalente a uma divisão mecanizada [vários milhares de soldados] em violação do direito internacional, para 'alcançar a qualquer custo a implementação dos acordos de Sochi'", complementou.

    O major-general russo comentou que não só os países ocidentais, mas também a ONU, em 2018, saudou a assinatura dos acordos de Sochi entre a Rússia e a Turquia sobre o estabelecimento da zona de desescalada de Idlib. O general russo citou que o acordo-chave foi o compromisso de Ancara de desvincular e afastar os terroristas dos limites exteriores da zona de desescalada.

    "Em vez disso, os quase 18 meses de vigência do acordo resultaram no deslocamento de todos os combatentes da ‘oposição moderada’ para norte, para perto da fronteira turca, pelos grupos terroristas, reconhecidos como tal pela ONU, Tahrir al-Sham, Partido Islâmico do Turquestão e Hurras ad-Din [organizações terroristas proibidas na Rússia e em outros países]. Ocorreu a fusão das áreas fortificadas dos terroristas com os postos de observação turcos implantados segundo o acordo", destacou Konashenkov.

    De acordo com ele, os "ataques e bombardeios maciços de artilharia dos povoados civis vizinhos e da base aérea russa de Hmeymim de esporádicos tornaram-se diários".

    Konashenkov observou que as ameaças públicas de destruir todas as unidades das tropas governamentais na Síria e retomar a estrada M5 sob o controle de terroristas, nos EUA e na Europa são chamadas de "direito legítimo de defesa de Ancara".

    Soldado turco caminha perto de veículos militares turcos perto de Idlib, na Síria, 11 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo)
    © REUTERS / Khalil Ashawi
    Soldado turco caminha perto de veículos militares turcos perto de Idlib, na Síria, 11 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo)

    "Contra o pano de fundo do cinismo total e da falsa preocupação ocidental com a situação humanitária na zona de desescalada do Idlib, apenas o Centro Russo de Reconciliação das partes em guerra e o legítimo governo sírio prestam diariamente toda a assistência necessária às áreas libertadas", comentou o porta-voz da Defesa russa.

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    Tags:
    zona de desescalada, direito internacional, Turquia, Idlib, Ocidente, Ministério da Defesa da Rússia
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