21:33 31 Maio 2020
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    Situação na província síria de Idlib não irá afetar fornecimento de S-400 russos para Ancara, diz ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu.

    O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, e seu homólogo russo, Sergei Lavrov, se reuniram às margens da Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha.

    Apesar do contexto de escalada da violência na província síria de Idlib, na reunião prevaleceu "atmosfera positiva", declarou o ministro turco.

    Para Cavusoglu, as diferenças entre Rússia e Turquia quanto à situação na província síria "não devem impactar negativamente as relações bilaterais".

    Quando perguntado sobre o impacto da situação síria sobre o fornecimento do sistema de defesa antiaéreo russo S-400 à Turquia, Cavusoglu disse que as questões não estão correlacionadas.

    "Não, são duas questões diferentes", disse Cavusoglu. Para ele, a situação em Idlib não irá afetar os contratos de fornecimento de S-400 russos à Ancara.

    "Nós não vamos mudar os nossos princípios e políticas por causa de um desacordo com esse ou aquele país. Nós não podemos permitir que o problema sírio atrapalhe a nossa cooperação e as nossas relações. Por isso nós trabalhamos juntos", acrescentou o chanceler turco.

    O ministro afirmou que delegação turca deve ir à Moscou na segunda-feira (16) para continuar os diálogos. Nessa ocasião, as partes devem avaliar a necessidade de promover encontro entre Putin e Erdogan.

    Membro do exército sírio dirige em vilarejos retomados ao sudeste da província de Idlib, em 25 de janeiro de 2020
    © Sputnik / Mikhail Voskresensky
    Membro do exército sírio dirige em vilarejos retomados ao sudeste da província de Idlib, em 25 de janeiro de 2020

    A situação na província de Idlib, no noroeste da Síria, se agravou nos últimos meses. Último bastião de grupos contrários ao governo de Damasco, a região é alvo de ofensivas tanto do governo sírio, quanto da Turquia.

    Ancara acusa o governo sírio de violar o acordo de cessar-fogo em Idlib e ameaça recorrer à força militar. Damasco, por sua vez, alega estar retaliando contra repetidos ataques de forças turcas e aliadas.

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