00:48 02 Dezembro 2020
Ouvir Rádio
    Oriente Médio e África
    URL curta
    7216
    Nos siga no

    EUA suspenderam todas as entregas de armas e munições ao Iraque, nomeadamente mísseis para a frota de caças F-16, em meio às crescentes tensões na região.

    Brian Brackens, porta-voz da Força Aérea norte-americana, afirmou ao portal Inside Defense que Washington retomará as entregas quando a situação estiver "suficientemente segura" no Iraque.

    Em 2016, os EUA assinaram um contrato para fornecimento de armas ao Iraque, incluindo mísseis ar-terra Maverick e ar-ar Sidewinder.

    Depois do ataque aéreo norte-americano próximo do aeroporto de Bagdá, que resultou na morte do general iraniano Qassem Soleimani e do líder da milícia chiita iraquiana, Abu Mahdi al Muhandis, a tensão na região aumentou, levando os legisladores iraquianos a aprovarem uma resolução não vinculativa que insta o Governo a expulsar todas as tropas estrangeiras do país.

    No entanto, as autoridades norte-americanas indicaram que não planejam retirar suas tropas do Iraque, mesmo depois da decisão do Parlamento.

    O governo iraquiano, por sua vez, anunciou que a coalizão "proibiu a realização de qualquer movimento" militar no território do país.

    No dia 10 de janeiro, o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdul Mahdi, solicitou ao secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que enviasse ao país uma delegação para formular um mecanismo com vista à implementação da resolução do Parlamento. Entretanto, os EUA responderam que qualquer delegação norte-americana enviada ao país árabe seria para debater a aliança estratégica entre Washington e Bagdá, e não para retirar suas tropas do país.

    Mais:

    Pentágono diz que tropas dos EUA no Iraque são 'força do bem' após Parlamento votar para expulsá-las
    EUA podem sancionar Iraque pelo seu interesse nos sistemas de defesa russos S-400
    General dos EUA diz que 'tropas americanas ficarão na Síria por um tempo'
    Tags:
    tensão, munições, mísseis, armas, EUA, Iraque
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar