18:35 15 Agosto 2020
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    A Ucrânia pediu para o Irã reconhecer a culpa pela derrubada do Boeing 737 que caiu em 9 de janeiro em Teerã em um documento internacionalmente reconhecido. 

    "Existem muitos precedentes quando declarações públicas [o Irã admitiu ter derrubado a aeronave acidentalmente] não são confirmadas depois. Nós queremos uma admissão de culpa do Irã formalizada publicamente", disse nesta sexta-feira (17) o chanceler ucraniano, Vadim Pristaiko, em sessão no Parlamento do país. 

    O ministro das Relações Exteriores afirmou ainda que as autoridades iranianas vão disponibilizar as gravações do voo para a Ucrânia, após uma equipe de investigadores internacional ter acesso ao material. 

    Na noite de ontem, o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, conversou por telefone com Pristaiko e garantiu que especialistas ucranianos participarão da decifração das caixas-pretas do Boeing 737 da companhia ucraniana. 

    O presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, por sua vez, vem exigindo que o Irã se responsabilize por todas as consequências da queda, incluindo desculpas oficiais, investigação transparente e punição dos culpados

    Chanceler pede entrega imediata de dados do voo 

    No Parlamento, o ministro ucraniano exigiu a entrega imediata dos dados do voo para permitir uma investigação independente sobre o desastre. 

    Em 8 de janeiro, o Exército iraniano bombardeou com mísseis duas bases usadas por militares norte-americanos no Iraque, em represália pela morte do general Qassem Soleimani, comandante da Força Quds, do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica. 

    O comandante foi assassinado em 3 de janeiro em um ataque aéreo dos EUA nas proximidades do aeroporto de Bagdá. 

    Horas depois do bombardeio contra as bases, a defesa antiaérea do Irã derrubou um Boeing 737-800 da Ukraine International Airlines, que tinha acabado de decolar, com 176 pessoas a bordo, do aeroporto de Teerã com destino a Kiev. 

    Em 11 de janeiro, o Irã admitiu que o avião tinha sido derrubado por erro humano, após um operador achar que a aeronave era um alvo inimigo que tinha se aproximado demais de uma instalação militar.

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    oriente médio, Qassem Soleimani, Boeing, desastre, avião, acidente aéreo, Vladimir Zelensky, Mohammad Javad Zarif, Kiev, Teerã, Ucrânia, Irã
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