06:29 21 Janeiro 2020
Ouvir Rádio
    Oriente Médio e África
    URL curta
    8241
    Nos siga no

    Após três países terem desafiado Teerã sobre o acordo nuclear de 2015, o presidente iraniano Hassan Rouhani declarou que os soldados europeus no Oriente Médio "podem estar em perigo", noticiou AP.

    Nesta quarta-feira (15), durante um discurso transmitido em rede nacional no Irã, o presidente iraniano criticou a ideia de substituir o acordo nuclear assinado em 2015 por um novo pacto, citou a agência de notícias. Ele descreveu a proposta, feita pelo primeiro-ministro britânico Boris Johnson na terça-feira, como "estranha".

    O líder iraniano propôs voltar à versão inicial do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA) e disse que Teerã pode voltar atrás na sua decisão de reduzir os seus compromissos ao abrigo do tratado.

    Previamente, devido ao descumprimento dos termos do acordo nuclear pelo Irã, o Reino Unido, a França e a Alemanha declararam que a eliminação dos limites que impedem que Teerã enriqueça o urânio "tem implicações de proliferação irreversível".

    Teerã anunciou no dia 5 de janeiro que iria remover os limites que impedem o país iraniano de enriquecer urânio, mas enfatizou que continuaria cooperando com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão vinculado à ONU.

    Técnico iraniano em instalação de enriquecimento de urânio
    © AP Photo / Vahid Salemi, File
    Técnico iraniano em instalação de enriquecimento de urânio

    A medida veio três dias depois que Washington realizou um ataque ao aeroporto de Bagdá, no Iraque, no qual o importante general iraniano Qassem Soleimani e outras 11 pessoas foram mortas.

    Mais:

    Morte de Soleimani é parte de 'estratégia maior', afirma Pompeo
    Exportações não petrolíferas do Irã demonstram resultados 'surpreendentes', segundo autoridade
    Irã anuncia testes de nova geração de centrífugas IR-9
    Tags:
    Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA), enriquecimento de urânio, Hassan Rouhani, Irã
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar