17:01 30 Setembro 2020
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    Navios militares dos EUA e Rússia estiveram próximos de colidir e as autoridades dos respetivos países se acusam mutuamente.

    Em um comunicado, o Ministério da Defesa da Rússia rejeitou a recente declaração da 5ª Frota dos EUA sobre a alegada "aproximação perigosa" de um navio da Marinha russa com o destróier de mísseis guiados USS Farragut.

    Anteriormente, o serviço de imprensa da 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos tinha afirmado que, no momento em que o destróier USS Farragut realizava uma operação no mar Arábico, um navio de guerra russo supostamente "se aproximou agressivamente".

    De acordo com os militares norte-americanos, o destróier emitiu cinco apitos curtos – em conformidade com as normas internacionais para evitar colisões, após o quais pediu ao navio russo que mudasse de trajetória.

    "No início a embarcação russa se recusou a fazê-lo, mas depois mudou de rumo", disse a Marinha dos EUA.

    Por sua vez, o Ministério da Defesa russo explicou que era o destróier estadunidense que tinha que ceder a passagem no momento de aproximação.

    Segundo o Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar, o navio que se aproxima pela esquerda deve deixar o caminho livre para a outra, evitando que os seus caminhos se cruzem.

    ​Farragut soou cinco apitos curtos, que representam o sinal marítimo internacional de perigo de colisão, e pediu ao navio russo para alterar seu rumo em conformidade com as normas de navegação internacionais.

    "As ações não profissionais da tripulação do destróier dos EUA foram uma violação deliberada das normas internacionais de segurança de navegação", diz o comunicado do ministério.

    A entidade acrescentou que esta situação "está claramente registrada" nos vídeos feitos pela própria 5ª Frota da Marinha dos EUA.

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    internacional, Oriente Médio, Estados Unidos, Marinha dos EUA, Ministério da Defesa Russo
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