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    O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, afirmou que se houver ataque, Washington não atingirá áreas culturais do Irã.

    Esper afirmou de uma maneira indireta que os EUA "seguirá as leis de um conflito armado" e, portanto, as áreas culturais devem ser preservadas.

    A declaração ocorreu depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar destruir algumas áreas culturais do Irã, caso o país tente alguma retaliação pela morte do general Qassem Soleimani.

    "Eles podem matar nosso povo, torturar e mutilá-lo, plantar bombas no acostamento e causarem explosões, e não podemos tocar em suas áreas culturais? Isso não é bem assim", afirmou Trump.

    Esper não é o único contra as medidas propostas pelo presidente norte-americano. Segundo a CNN, dois oficiais informaram que a ameaça de Trump encontrou grande resistência em sua própria administração.

    Presidente dos EUA Donald Trump descendo do Marine One no Aeroporto Executivo de Miami, na Flórida, 3 de janeiro de 2020
    © REUTERS / Tom Brenner
    Presidente dos EUA Donald Trump descendo do Marine One no Aeroporto Executivo de Miami, na Flórida, 3 de janeiro de 2020

    Mike Pompeo, que havia apoiado a decisão de Trump, decidiu mudar de ideia e de atitude, afirmando que o presidente norte-americano nunca ameaçou destruir as áreas culturais do Irã.

    A ONU recordou que Trump firmou uma convenção para proteger as áreas culturais do Irã. Os EUA ratificaram as convenções de 1954 e 1972, onde o país se compromete a não oferecer riscos aos patrimônios culturais de outros países, que assinaram o acordo.

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    Tags:
    míssil, ataque, Pentágono, EUA, Irã
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