06:00 21 Janeiro 2020
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    Nesta terça-feira (7), ao menos 50 pessoas foram mortas e 190 ficaram feridas como resultado de um tumulto durante o funeral do general iraniano Qassem Soleimani.

    O número de mortos subiu para 50, informou a agência de notícias iraniana ISNA, citando o gabinete do legista da província de Kerman, Abbas Amian.

    A emissora iraniana IRIB não disse onde obteve a informação, mas teve uma conversa telefônica com o chefe dos serviços médicos de emergência do Irã, Pirhossein Koulivand, que confirmou que a confusão envolveu vítimas.

    "Infelizmente, como resultado do tumulto, alguns de nossos compatriotas foram feridos e alguns foram mortos durante a marcha fúnebre", disse Koulivand.

    "O tumulto matou 32 pessoas, 190 ficaram feridas. As vítimas foram levadas para hospitais e centros médicos, e estão recebendo cuidados médicos", complementou o diretor do serviço de emergência.

    Koulivand acrescentou que a situação estava sendo investigada com informações adicionais a serem fornecidas posteriormente.

    Marcha fúnebre

    Segundo os serviços médicos, a confusão foi causada pelo grande número de participantes que vieram de todas as províncias para se despedirem do lendário major-general.

    A procissão de segunda-feira (6), realizada na capital do Irã, Teerã, reuniu mais de um milhão de pessoas.

    Milhares de pessoas saíram às ruas de Kerman, a cidade natal do comandante da Força Quds iraniana, Qassem Soleimani, para testemunhar a procissão fúnebre do general que foi morto durante um suposto ataque com drone americano no dia 3 de janeiro.

    Consequências do assassinato

    O assassinato levou o presidente iraniano Hassan Rouhani a avisar que Teerã se vingará pelo que considera ser um crime hediondo. Dois dias após o assassinato, Teerã declarou que continuaria a reduzir suas obrigações sob o acordo nuclear do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), e a enriquecer urânio com base nos requisitos técnicos de sua indústria nuclear.

    O Iraque também condenou o ataque, classificando-o como uma violação de sua soberania e organizando votação no parlamento para expulsar as tropas estrangeiras do país.

    Retrato do general Qassem Soleimani
    © REUTERS / Nazanin Tabatabaee / Agência de Notícias WANA
    Retrato do general Qassem Soleimani

    O presidente norte-americano Donald Trump ameaçou Bagdá com sanções, dizendo que as tropas norte-americanas não deixarão o país a menos que os EUA sejam pagos pela sua "base aérea extraordinariamente cara" situada na região.

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    Tags:
    assassinato, confusão, tumulto, Teerã, velório, Qassem Soleimani, Irã
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