07:37 24 Janeiro 2020
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    O major-general iraniano Qassem Soleimani, chefe da unidade Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) e o vice-chefe da Força de Mobilização Popular Shia no Iraque, Abu Mahdi al-Muhandis, foram mortos ontem (3) em um bombardeamento no Aeroporto Internacional de Bagdá.

    Ontem o a liderança política e militar do Irã divulgou vários comunicados de resposta a este ataque. O líder supremo, aiatolá Ali Khamanei, e o presidente Hassan Rouhani prometeram se vingar pela morte de Soleimani.

    Sputnik falou com vários especialistas iranianos sobre as possíveis consequências desta operação.

    O ex-chefe da comissão de segurança nacional e relações exteriores do parlamento do Irã e representante do parlamento iraniano Heshmatullah Falahatpisheh comentou em entrevista à Sputnik Persa a operação militar dos EUA que tinha como seu objetivo a eliminação do chefe da unidade Força Quds, Qassem Soleimani.

    "Esta decisão por parte da administração dos EUA, e pessoalmente de Donald Trump, pode ser chamada de imprudente. Soleimani não era apenas um líder, ele também era um herói nacional. Muitos que se depararam com as atrocidades do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia] ou foram salvos devem agradecer a Soleimani por isso", disse o interlocutor da agência.

    "Agora os interesses dos EUA no mundo islâmico estão em risco, e nem sequer é por parte da República Islâmica do Irã, mas porque Soleimani, para além de ser herói no Irã, o era também em outros países fronteiriços. Ele combatia uma criação americana na região – o Daesh", destacou Falahatpisheh.

    Ex-alto funcionário iraniano afirmou que a decisão de Trump de assassinar um dos líderes mais importantes no mundo islâmico foi uma estupidez.

    "De qualquer forma, foi uma grande estupidez por parte de Trump eliminar um dos líderes mais respeitados do mundo islâmico. As ações do presidente dos EUA ameaçam diretamente os interesses americanos no mundo islâmico", disse.

    Respondendo à questão sobre um possível confronto entre EUA e Irã, o parlamentar disse que "as ações dos EUA, do ponto de vista da regulamentação internacional, podem ser consideradas como o começo de uma guerra contra o Irã. Desta forma eles começaram a confrontação e iniciaram uma guerra contra o Irã".

    Atual membro da Comissão de Segurança nacional e Política Exterior do parlamento iraniano, Seyyed Hossein Naghavi comentou o assassinato do comandante da Quds.

    "Após o martírio de Qassem Soleimani, os americanos devem entender que o seu crime jamais ficará impune e que o Oriente Médio já não será mais seguro para eles, tal como nenhum dos seus centros no mundo islâmico. Os americanos devem esperar uma resposta devastadora ao seu ato terrorista", disse Naghavi.

    "Nós declaramos que com esta decisão os americanos puseram termo à sua própria intervenção e influência na região. Este passo foi o último limite em seus crimes e ações terroristas no Oriente Médio", ressaltou o parlamentar iraniano.

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    Tags:
    conflito armado, Oriente Médio, assassinato, ataques aéreos, Qassem Soleimani, EUA, Irã
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