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    A ONU declarou não ter sido capaz de comprovar alegações de que as armas utilizadas no ataque às instalações da petroleira saudita Saudi Aramco, em 14 de setembro, teriam origem iraniana.

    O relatório do secretário-geral da ONU, António Guterres, endereçado ao Conselho de Segurança, não confirma o envolvimento do Irã ou da milícia iemenita houthi nos ataques realizados contra instalações na Arábia Saudita:

    A ONU "é incapaz de corroborar independentemente que os mísseis de cruzeiro e veículos aéreos não tripulados usados nesses ataques são de origem iraniana", versa o relatório.

    O relatório também aponta que a milícia iemenita houthi, que luta contra a Arábia Saudita no Iêmen e receberia apoio do Irã, "não demonstrou possuir" o tipo de drones utilizado nos ataques, reportou a Reuters.

    As Nações Unidas teriam examinado destroços das armas utilizadas em três diferentes ataques realizados em território saudita: o ataque à refinaria de Afif realizado em maio, os ataques ao aeroporto de Abha de junho e agosto, assim como o ataque à Saudi Aramco, em 14 de setembro.

    Refinarias da petroleira Saudi Aramco atacadas por drones, na Arábia Saudita
    © Foto / RT
    Refinarias da petroleira Saudi Aramco atacadas por drones, na Arábia Saudita

    O diretor do centro de pesquisa político-militar do Instituto de Relações Internacionais de Moscou (MGIMO), Aleksandr Podberezkin, lamentou que as provas obtidas pela ONU desempenhem um papel irrelevante caso os EUA tenham a intenção de atacar o Irã.

    "Tenho certeza que, se os EUA quiserem atacar o Irã, eles não precisarão de nenhuma prova [...] O principal não será o direito internacional, mas a capacidade do Irã de reagir", declarou.

    O pesquisador acredita que o mesmo pode se aplicar nas relações dos EUA com outros países com os quais têm relações conflituosas.

    "Não acredito que esse tipo de provas possa desempenhar algum papel. Quando querem, sempre encontram "provas". Na prática, o direito internacional deixou de ser um critério relevante [...] para os norte-americanos", concluiu.

    A Arábia Saudita lidera a coalizão de países que conduz uma guerra no Iêmen há mais de quatro anos. A guerra foi considerada pela ONU como a maior catástrofe humanitária da atualidade.

    Em 14 de setembro, instalações da gigante petrolífera Saudi Aramco foram atacadas por drones. A Arábia Saudita, os EUA e aliados europeus acusam o Irã de ter estado por trás dos ataques.

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    Tags:
    Saudi Aramco, ONU, EUA, Irã, Arábia Saudita
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