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    Rebeldes houthis disseram nesta segunda-feira (25) que detiveram vários trabalhadores humanitários da ONU por suspeita de espionagem, incluindo dois jordanianos que foram libertados no fim de semana.

    Em uma entrevista coletiva realizada para contestar as denúncias de corrupção da ONU, o líder dos houthis, Abdel Mohsen Tawoos, criticou as agências de ajuda estrangeira. Ele acusou as organizações de ajuda da ONU de financiar e conspirar com serviços de inteligência para "atacar secretamente" iemenitas, além de importar medicamentos vencidos e reter remessas de combustível. Ele não forneceu evidências para apoiar suas alegações.

    Os houthis são apoiados pelo Irã e defenderam-se da acusação da ONU de que estariam desviando dinheiro, remédios e combustível enviados para ajudar a população atingida pela guerra civil de cinco anos que o país enfrenta. 

    Tawoos não revelou as identidades dos trabalhadores que detiveram, apenas informou que dois jordanianos foram transferidos para Sanaa. Os houthis capturaram a capital, juntamente com grande parte do norte do Iêmen, do governo internacionalmente reconhecido em 2014.

    O Programa Mundial de Alimentos disse que nenhum de seus trabalhadores está detido pelos houthis. Outras agências da ONU não puderam ser imediatamente contatadas para comentar pela agência de notícias AP.

    O Programa Alimentar Mundial declarou para a agência AP que nenhum de seus funcionários estão sendo feitos reféns pelos houthis. Outras agências da ONU não conseguiram ser buscadas imediatamente para dar comentário.

    Após os houthis capturarem províncias do norte do país, uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita interveio em 2015 para restaurar o governo do presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi.

    Os combates mataram dezenas de milhares de pessoas e criaram a pior crise humanitária do mundo, deixando milhões de pessoas com escassez de alimentos e sem assistência médica.

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    Tags:
    Arábia Saudita, ONU, Iêmen
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