10:19 18 Novembro 2019
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    Poço de petróleo no campo Rmeilane, província de Hasakeh, Síria, julho de 2015 (foto de arquivo)

    Democrata americano critica decisão de Trump de 'proteger' campos petrolíferos da Síria

    © AFP 2019 / Youssef Karwashan
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    O ex-vice-presidente americano e favorito pré-candidato democrata para eleições presidenciais de 2020, Joe Biden, acusou Trump de ter desclassificado os militares dos EUA para uma força de ocupação de campos petrolíferos.

    "Deixando tropas para trás, como [Trump] está fazendo agora, ele diz que o que quer fazer é ocupar os campos de petróleo e vamos pegá-los", disse Biden ao Wall Street Journal.

    Segundo o democrata americano, o espaço deixado pela retirada das tropas dos EUA tem sido desastrosamente preenchido pelos governos da Síria, Rússia e Irã, além dos terroristas do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e outros países).

    "É como um cartaz gigante de recrutamento de 91 metros para o Daesh", complementa Biden.

    No entanto, Biden não criticou a política americana de "garantir o petróleo" de nações soberanas para si, mas lamentou mais uma "traição" dos aliados dos EUA.

    ​Poucos. Orgulhosos. Fuzileiros. Roubando o petróleo da Síria

    Nos tempos da administração Obama, Biden defendeu um programa de treinamento e equipamento rebelde sírio de US$ 500 milhões.

    Desviando a culpa

    Quando relatos de armas americanas, caindo regularmente nas mãos dos combatentes do Daesh e de militantes apoiados pelos EUA que se juntaram às fileiras dos jihadistas, finalmente chegaram à grande mídia, Biden tentou desviar a culpa, alegando que não era culpa de Washington que seus próprios aliados estivessem despejando "centenas de milhões de dólares e milhares de toneladas de armas em alguém que lutasse contra Assad".

    Após o fracasso dos "rebeldes moderados", os EUA renegaram o Exército Livre da Síria, mas conseguiu manter uma posição no norte da Síria e capturar campos de petróleo na província síria de Deir ez-Zor com a ajuda das Forças Democráticas da Síria lideradas pelo Curdistão.

    Depois que o esforço dos "rebeldes moderados" fracassou e se transformou em um desastre de RP, Washington renegou o Exército Livre da Síria, mas conseguiu manter uma posição no norte da Síria e capturar campos de petróleo em Deir ez-Zor com a ajuda de suas novas "botas no chão", as Forças Democráticas da Síria lideradas pelo Curdistão.

    Soldado americano em veículo blindado na cidade de Darbasiyah, Síria (imagem de arquivo)
    © AP Photo / APTV
    Soldado americano em veículo blindado na cidade de Darbasiyah, Síria (imagem de arquivo)

    Anteriormente, Trump proclamou como retirou as tropas, deixando claro que a única razão pela qual os EUA estão mantendo uma pequena, porém ainda ilegal, presença militar após a retirada é para negar o acesso de Damasco aos seus recursos naturais.

    De acordo com as estimativas da Rússia, os EUA contrabandeiam todos os meses petróleo bruto no valor de US$ 30 milhões (R$ 119 milhões) da Síria. Isso não só viola o direito internacional como também infringe as suas próprias sanções unilaterais contra o Estado devastado pela guerra.

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    Tags:
    Joe Biden, Daesh, Donald Trump, campo de petróleo, EUA, Síria
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