05:29 18 Novembro 2019
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    Funcionário da petroleira saudita Aramco observa plataforma no campo petrolífero de al-Howta

    Arábia Saudita anuncia pela 1ª vez venda de ações ao público da petroleira Aramco

    © AP Photo / John Moore
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    A Autoridade do Mercado de Capitais (CMA) da Arábia Saudita aprovou a oferta pública inicial da gigante petrolífera estatal Saudi Aramco, podendo ser válida por pelo menos seis meses.

    Neste domingo (3), a CMA também declarou que o prospecto da Aramco deve ser publicado no período que antecede o início da subscrição.

    "A direção da Autoridade do Mercado de Capitais [CMA] emitiu sua resolução aprovando o pedido de registro e oferta de parte de suas ações pela petroleira Saudi Arabian Oil Company (Saudi Aramco). O prospecto da companhia será publicado antes do início do período de subscrição", escreveu a agência governamental, sem especificar a data exata da oferta pública de ações.

    Essa decisão surge um dia depois que a Reuters, citando fontes anônimas, afirmou que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, deu luz verde à Oferta Pública Inicial (OPI) da Aramco, em conformidade com o seu plano de abalar a economia do reino e de diversificar a sua produção, afastando-a do petróleo.

    Reforma econômica saudita

    Os planos para a decisão foram anunciados pela primeira vez em 2016 como parte de um programa de reforma econômica da Arábia Saudita, mas foram adiados várias vezes.

    Riad supostamente espera que a IPO valorize a gigante do petróleo em cerca de US$ 2 trilhões (R$ 7,9 trilhões), a maior avaliação da história, o que permitiria à empresa levantar até US$ 100 bilhões (R$ 399 bilhões), listando apenas 5% de participação.

    No dia 14 de setembro, as refinarias de Abqaiq e Khurais, pertencentes à Aramco, foram atacadas, resultando em uma forte diminuição temporária na produção de petróleo do reino.

    Usina de processamento de petróleo de Khurais, da Saudi Aramco, na Arábia Saudita
    © AFP 2019 / MARWAN NAAMANI
    Usina de processamento de petróleo de Khurais, da Saudi Aramco, na Arábia Saudita

    O ataque foi reivindicado pelos rebeldes iemenitas houthis, mas os EUA e alguns outros países acusam o Irã de ser o autor, apesar de Teerã rejeitar categoricamente as denúncias.

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    Mohammed bin Salman, petroleira, ações, Arábia Saudita, Saudi Aramco
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