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    WikiLeaks anuncia provas que refutam 'ataque químico' de Assad na Síria

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    Um informante da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) apresentou provas que desafiam as conclusões da organização sobre o suposto ataque químico na cidade síria de Douma ocorrido em abril de 2018.

    Na quarta-feira (23), o Wikileaks publicou uma declaração de uma comissão independente, que analisou o testemunho e os documentos do informante depois da reunião de 15 de outubro.

    "Com base na extensa apresentação do informante, incluindo e-mails internos, trocas de mensagens e rascunhos confidenciais de relatórios, nós expressamos por unanimidade nossa preocupação relativamente a práticas inaceitáveis na investigação do suposto ataque químico em Douma, perto da capital síria Damasco, em 7 de abril de 2018", diz a declaração.

    De acordo com o comunicado, os novos dados convenceram os membros da comissão de que informação fundamental sobre a análise química, consultas de toxicologia, balística e depoimentos de testemunhas foram ocultados, provavelmente para adaptar a investigação a uma conclusão predeterminada.

    Chefe de redação da WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, participou da comissão que analisou os dados do informante da OPAQ e afirmou que "foram apresentadas provas que questionou a retidão da OPAQ".

    "Embora o informante não estivesse preparado para falar ou apresentar os documentos ao público em geral, o Wikileaks acredita que seria extremamente interessante para o público ver tudo o que foi coletado pela missão de investigação em Douma e todos os relatórios científicos elaborados em conexão com a investigação", disse Hrafnsson.

    O WikiLeaks apelou às pessoas que têm acesso a estes documentos da OPAQ para que forneçam os documentos ao site de forma anônima. O site também publicou um documento com uma avaliação de engenharia do incidente em Douma que se tornou acessível ao público anteriormente.

    Investigação sobre o incidente de Douma

    No total, a comissão convocada pela fundação Courage tem sete membros, incluindo o diplomata brasileiro José Bustani, que até abril de 2002 chefiou a OPAQ. Em 1º de março, a OPAQ publicou um relatório sobre a investigação sobre o incidente de Douma, que alega que os cilindros de cloro foram lançados do ar, o que permitiu que alguns países ocidentais acusassem os aviões sírios do ataque.

    No entanto, posteriormente foi disponibilizado ao público um documento com uma avaliação de engenharia efetuada pelo especialista da OPAQ Henderson, no qual se afirma que observações feitas em locais do incidente sugerem que os danos no telhado depois do alegado impacto não correspondem a cilindros largados do ar.

    Além disso, a análise do local onde um dos cilindros foi encontrado, em um dos quartos, mostrou que a válvula do cilindro permaneceu intacta, o que não ocorreria em caso de ele atravessar o telhado.

    No ano passado, os Estados Unidos, o Reino Unido e a França alegaram supostos ataques químicos em Khan Sheikhoun, Douma e Ghouta Oriental para justificar ataques com mísseis contra a Síria, sem esperar os resultados de uma investigação independente. O governo sírio negou qualquer participação nos ataques químicos.

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    Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), ataque químico, Síria, Douma
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