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    No parlamento do Irã, o ministro da Inteligência, Mahmoud Alavi (no centro), responde a perguntas dos deputados, em 25 de outubro de 2016

    'Agravamento': Irã alerta para as consequências da ofensiva turca na Síria

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    A ofensiva que a Turquia lançou no nordeste da Síria vai agravar a crise no país árabe e causar uma nova onda de refugiados, declarou Hossein Amir-Abdollahian, assessor do presidente do Parlamento iraniano.

    "A operação turca na Síria complica ainda mais a situação", escreveu ele em sua conta no Twitter.

    Abdollahian alertou que a ofensiva turca vai agravar a crise, causar uma nova onda de refugiados e terrorismo.

    "Soluções para segurança nas fronteiras: respeitem-se mutuamente a integridade territorial, negociações e acordos", avaliou.

    Abdollahian expressou sua convicção de que a solução para a segurança nas fronteiras na Síria está no "respeito mútuo pela integridade territorial [do país], pelas negociações e pelos acordos".

    O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou nesta quarta-feira o início da operação da Fonte da Paz no norte da Síria, que visa "neutralizar ameaças terroristas contra a Turquia e levar a uma zona segura que contribua para o retorno de refugiados sírios para suas casas".

    Tanque do exército turco enviado para a Síria (imagem referencial)
    © Sputnik / HIKMET DURGUN
    Tanque do exército turco enviado para a Síria (imagem referencial)

    Em 7 de outubro, o porta-voz da Presidência turca, Ibrahim Kalin, disse que a operação não visa à integridade territorial da Síria e só busca acabar com os combatentes curdos-sírios, as Forças Democráticas da Síria (FDS), que Ancara associa ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (YPG), a quem ele considera terroristas.

    Os Estados Unidos, principal aliado das milícias curdas na Síria, já deixaram claro que não apoiarão a intervenção da Turquia e não estarão envolvidos nessa operação ou manterão suas forças na área.

    Damasco não reconhece a autonomia curda no nordeste da Síria, que controla os territórios a leste do rio Eufrates, nem sua ala militar, as FDS.

    Além disso, o Ministério de Relações Exteriores da Síria expressou seu protesto contra a operação turca, denunciando que viola a integridade territorial e o direito internacional da Síria. Ao mesmo tempo, a pasta responsabilizou vários grupos curdos pela situação "que optaram pelo projeto dos EUA".

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    Tags:
    segurança, defesa, diplomacia, operação militar, Forças Democráticas Sírias (SDF), Unidades Populares de Proteção do Curdistão (YPG), Ibrahim Kalin, Recep Tayyip Erdogan, curdos sírios, Estados Unidos, Turquia, Síria, Irã, Hossein Amir-Abdollahian
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