06:22 22 Outubro 2019
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    Um soldado turco no veículo militar blindado patrulha a beira entre a Turquia e a Síria, perto da vila de Besarslan do sudeste, na província de Hatay, Turquia (foto de arquivo)

    Vice-presidente da Turquia reage à ameaça de Trump de 'destruir' economia turca

    © REUTERS / Umit Bektas
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    A Turquia não irá mudar a sua política por causa de ameaças, declarou o vice-presidente do país, Fuat Oktay. As declarações foram feitas após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que iria "destruir" a economia turca.

    Nesta segunda-feira (7), Donald Trump utilizou a sua conta no Twitter para ameaçar "destruir e aniquilar" a economia da Turquia, caso os turcos façam algo que ultrapasse "os limites" na Síria. O presidente dos EUA afirmou que, agora, a Turquia, a Europa e "outros" devem "vigiar" os combatentes capturados do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e diversos outros países) e suas famílias.

    O vice-presidente da Turquia declarou que "nossa mensagem para a comunidade internacional é clara: a Turquia não é um país que age sob ameaça. Vamos determinar nosso próprio caminho e cortar esse cordão umbilical quando julgarmos necessário. Nunca iremos permitir, custe o que custar, a formação de um corredor terrorista perto de nossas fronteiras".

    "Nossa posição se manterá inalterada para garantir a tranquilidade nas nossas fronteiras e o futuro de nossos irmãos sírios, bem como em relação à integridade territorial síria e sua unidade política", declarou o vice-presidente em Ancara.

    De acordo com ele, 370 mil refugiados já retornaram a suas casas na região nordeste da Síria, onde a Turquia realizou as operações militares Escudo do Eufrates, em 2017, e Ramo de Oliveira, em 2018.

    "Agora é a vez de criar uma zona de segurança a leste do Eufrates. A Turquia irá "dar uma lição" aos terroristas que ameaçam o nosso país a partir da fronteira sul, e iremos possibilitar o retorno de refugiados sírios à sua terra natal", acrescentou o vice-presidente turco.

    Família de refugiados provenientes da Síria na cidade de Kilis, na Turquia.
    © REUTERS / Ekaterina Anchevskaya
    Família de refugiados provenientes da Síria na cidade de Kilis, na Turquia

    Anteriormente, Washington havia declarado que as Forças Armadas norte-americanas não participarão da operação militar turca no norte da Síria.

    Após uma conversa telefônica entre os presidentes da Turquia e dos EUA, a Casa Branca emitiu uma declaração à imprensa, na qual informou que a Turquia se responsabilizará pelos combatentes do Daesh capturados nos últimos dois anos, após operações contra o grupo conduzidas pelos EUA.

    O presidente da Turquia declarou há pouco que seu país poderia tomar a decisão acerca da operação no norte da Síria, a leste do rio Eufrates, nos próximos dias. Ele acrescentou que os objetivos da operação será liberar a fronteira das forças curdas, além de criar uma zona de segurança para alojar os refugiados sírios que atualmente se encontram em território turco.

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    Donald Trump, EUA, rio Eufrates, curdos sírios, Turquia, Síria
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