00:06 18 Novembro 2019
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    Soldado norte-americano, à esquerda, sentado em veículo blindado perto da tensa linha de frente entre o Conselho Militar de Manbij, apoiado pelos EUA, e os combatentes apoiados pelos turcos, em Manbij, norte da Síria, 4 de abril de 2018

    EUA começam a retirar tropas da zona fronteiriça turco-síria, afirma Erdogan

    © AP Photo / Hussein Malla
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    Os EUA estão retirando suas tropas estacionadas no noroeste da Síria, junto da fronteira com a Turquia, confirmou o presidente turco Recep Tayyip Erdogan em declarações à imprensa na capital turca, Ancara.

    Um repórter da agência Rudaw informou que as forças estadunidenses já se afastaram cerca de oito quilômetros do posto de controle de Tel Arquam. Na sua página no Twitter, a mídia curda publicou várias imagens de veículos militares com a bandeira dos EUA.

    O presidente turco Recep Tayyip Erdogan confirmou que a retirada começou após sua conversa telefônica com o presidente dos EUA, Donald Trump, adicionando que Ancara e Washington vão continuar as negociações sobre o assunto.

    Erdogan declarou há poucos dias que Ancara iria lançar uma operação no norte da Síria, a leste do rio Eufrates, para expulsar da fronteira turco-síria as forças curdas, criar uma zona de segurança e alojar lá os refugiados sírios que atualmente estão na Turquia.

    Por sua parte, os EUA já deixaram claro que não apoiarão a intervenção da Turquia no norte da Síria, não se envolverão nessa operação nem manterão as suas forças na área.

    Forças dos EUA patrulham arredores da cidade síria de Manbij, em 7 de março de 2017
    © AP Photo / Arab 24 network
    Forças dos EUA patrulham arredores da cidade síria de Manbij, em 7 de março de 2017

    Os EUA avisaram também que a Turquia ficará agora responsável pelos militantes do Estado Islâmico capturados nesses territórios nos últimos dois anos, entre eles muitos combatentes provenientes da Europa que os seus países de origem se recusam a repatriar.

    As Forças Democráticas Sírias (FDS, aliança de milícias árabes e curdas que controlam o noroeste da Síria) declararam que uma intervenção militar da Turquia acabaria com as operações das FDS para eliminar as últimas bolsas de resistência do Estado Islâmico (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países).

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