11:54 18 Novembro 2019
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    O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reuniram na quinta-feira, 15 de fevereiro de 2017.

    Trump: EUA e Israel negociam acordo de defesa mútua

    © REUTERS / Kevin Lamarque
    Oriente Médio e África
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    Neste sábado (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que Washington negocia com Tel-Aviv um acordo de defesa mútua.

    Anteriormente, a mídia israelense Haaretz reportou que Israel estaria considerando a realização de uma declaração conjunta com os EUA sobre os planos em andamentos entre os países sobre um pacto de defesa mútua, antes das eleições israelenses.

    A confirmação de Donald Trump foi feita através de sua conta no Twitter.

    Tive uma ligação telefônica com o primeiro-ministro de Israel [Benjamin] Netanyahu para discutir a possibilidade de seguir adiante com um Tratado de Defesa Mútua, entre os Estados Unidos e Israel, que consolidaria uma uma grande aliança entre nossos dois países. Eu espero continuar essas negociações após as eleições em Israel quando nos encontrarmos na Organização das Nações Unidas [ONU] mais tarde neste mês!​

    Intenções eleitorais?

    Segundo a publicação do Haaretz, assessores de Netanyahu têm pressionado os EUA por um comprometimento verbal de proteção em caso de ameaças a Israel mesmo antes da assinatura de um acordo formal de defesa mútua.

    De acordo com o jornal, a pressão pelo 'gesto presidencial' de Trump tem com o objetivo favorecer Netanyahu nas próximas eleições legislativas do país, marcadas para 17 de setembro. Além disso, ainda segundo a publicação, o governo de Israel também quer fazer gestos diplomáticos, incluindo uma reunião com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para reforçar a imagem de Netanyahu com "estreitas relações com os principais líderes mundiais".

    O ex-ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, criticou a ideia do pacto de defesa mútua EUA-Israel na semana passada, dizendo que seria "um erro grave" que poderia prejudicar a segurança de Israel. Segundo afirmou, "um tratado de defesa mútua exige que coordenemos nossa segurança com os Estados Unidos [...]. Isso não é o que queremos. Não pedimos a ninguém para ser morto por nós, não pedimos que lutem por nós, e não pedimos a ninguém o direito de defender o Estado de Israel".

    Histórico de cooperação

    Após a 2ª Guerra Mundial, os EUA assinaram diversos pactos de defesa mútua. Entre esses acordos, está o da OTAN, além de Filipinas, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Coreia do Sul. Apesar da proximidade com Israel, ainda não há acordo de defesa mútua com o país.

    Apesar disso, os EUA forneceram a Israel mais de US$ 140 bilhões em ajuda principalmente militar desde o fim da 2ª Guerra Mundial. Ambos os países têm estreita cooperação no desenvolvimento de armas e outras áreas.

    Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu após a assinatura do documento que reconhece a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã
    © AP Photo / Manuel Balce Ceneta
    Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu após a assinatura do documento que reconhece a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã

    Em 1981, o governo do presidente Ronald Reagan assinou um Acordo de Cooperação Estratégica com Israel, levando a uma cooperação e coordenação mais estreita na área de segurança. O objetivo era impulsionar a posição dos EUA contra a influência soviética no Oriente Médio. Em 1987, Israel se tornou um aliado não pertencente da OTAN para os EUA. Essa cooperação foi fortalecida sob os governos seguintes, no caso, Bush, Clinton e George W. Bush.

    Os dois países já realizam regularmente exercícios conjuntos e os EUA mantêm uma estação de radar de alerta de mísseis perto em Israel.

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    Tags:
    Israel, EUA, Donald Trump, Benjamin Netanyahu
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