10:49 12 Dezembro 2019
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    Parada do Hezbollah durante uma cerimônia de homenagem a militantes mortos, no Líbano, em 18 de fevereiro de 2017.

    Hezbollah declara não querer guerra com Israel, mas não vai fugir dela

    © AP Photo / Mohammed Zaatari
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    Parlamentar libanês do bloco Lealdade à Resistência, Walid Sukkariyah, disse em entrevista à Sputnik Árabe que com seu último ataque o Hezbollah fez voltar as anteriores regras do jogo.

    O deputado do Parlamento do Líbano disse em entrevista à Sputnik Árabe que o último ataque do Hezbollah fez voltar as anteriores regras do jogo, quando após cada ataque segue um ataque de resposta.

    "O Hezbollah não tenciona levar a situação até ao conflito militar. A operação foi realizada de forma pontual, para não fazer explodir a situação. A Resistência alcançou seu objetivo: Israel recebeu uma lição", disse o representante do Hezbollah no Parlamento do Líbano.

    Israel não deixou escolha

    "Desde o ano de 2006 que Israel não atacava a terra libanesa, entretanto o Hezbollah crescia e se fortalecia, em resultado disso, agora ele pode responder à agressão israelense tanto contra o Líbano, quanto contra os países vizinhos", afirmou Walid Sukkariyah.

    O parlamentar contou que durante a última agressão Israel atacou a Resistência no território da Síria, tendo sido mortas duas pessoas. Logo depois, Israel atacou também os territórios do sul do Líbano. Tudo isso, segundo Sukkariyah, viola as regras estabelecidas em julho de 2006.

    Danos causados a uma das sedes do movimento Hezbollah, depois que um drone israelense caiu e um segundo drone explodiu perto do solo nos subúrbios de Dahiyeh, em Beirute, Líbano, 25 de agosto de 2019
    © REUTERS / Mohamed Azakir
    Danos causados a uma das sedes do movimento Hezbollah, depois que um drone israelense caiu e um segundo drone explodiu perto do solo nos subúrbios de Dahiyeh, em Beirute, Líbano, 25 de agosto de 2019

    "Na época tinha sido decidido que os aviões israelenses podiam atravessar o espaço aéreo do Líbano, mas não tinham o direito de bombardear seu território. Depois das violações, a Resistência foi forçada a realizar ações de resposta", explicou o deputado.

    Não queremos a guerra, mas não fugimos dela

    "A Resistência não quer a guerra com Israel, mas não foge dela. Israel refreia seu ardor e não continua a agressão contra o Líbano ou os membros da Resistência", explicou Walid Sukkariyah.

    Ele considera que para Israel não é vantajoso aumentar a escalada da situação, porque no caso de haver ataques contra o povo libanês, o povo israelense também sofreria, se a infraestrutura do Líbano fosse atacada, também seria afetada a infraestrutura de Israel.

    "A Resistência tem forças e também mísseis de grande potência destruidora. Em Tel Aviv sabem muito bem disso, e por isso um agravamento não é do seu interesse", disse Sukkariyah.

    Falando sobre o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, o parlamentar libanês acrescentou que se ele decidir usar a escalada do conflito nas futuras eleições, isso resultaria em "perdas políticas" para o premiê israelense.

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    Tags:
    conflito armado, tensões, Líbano, Israel, Hezbollah
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