09:46 13 Dezembro 2019
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    USS Abraham Lincoln realiza exercícios conjuntos na área de responsabilidade do Comando Central dos EUA, no mar Arábico, 1º de junho de 2019

    Militares de porta-aviões dos EUA afirmam 'estar prontos para atacar' Irã se ordenados

    © Sputnik / Brian M. Wilbur
    Oriente Médio e África
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    Oficiais dos EUA, em serviço no porta-aviões USS Abraham Lincoln e instalados em uma base naval americana em Bahrein, deram entrevista ao canal Sky News.

    Militares dos EUA afirmaram que a missão é impedir que o Irã ataque alvos americanos, mas acrescentaram que também estão prontos para lançar ataques ofensivos se forem ordenados.

    "Uma grande parte da dissuasão é a prontidão que apoia essa dissuasão. Estamos prontos para defender os EUA e seus interesses se for pedido [...] Meu trabalho é estar aqui, estar pronto, deter e defender se necessário", disse o contra-almirante Michael Boyle, comandante do Carrier Strike Group 12.

    O USS Abraham Lincoln foi enviado para o Oriente Médio em maio devido ao que Washington alegou ser um "número de indicações e avisos preocupantes e de escalada" do Irã. O porta-aviões não passou pelo estreito de Ormuz, uma via fluvial estratégica que liga os produtores de petróleo bruto do Oriente Médio a mercados mundiais cruciais.

    "Para a nossa missão aqui, que é a dissuasão, estamos no lugar que precisamos estar. As pessoas conhecidas no Irã sabem que somos mais dissuasores aqui do que no golfo Pérsico, porque a partir desta posição podemos alcançá-los e eles não podem chegar até nós. Na analogia de um pugilista, temos um alcance excessivo a partir do ponto onde estamos agora", acrescentou Boyle.

    De acordo com Sky News, as aeronaves do porta-aviões deveriam ter atingido vários alvos iranianos em junho, quando Teerã abateu um drone espião dos EUA que teria violado o espaço aéreo iraniano e ignorado os comandos para deixar a área.

    Na época, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou atrás de atacar a 10 minutos do lançamento, explicando que a morte de cerca de 150 iranianos seria desproporcional à perda de um veículo aéreo não tripulado.

    Planos de Washington

    Os Estados Unidos enviaram o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e uma força-tarefa de bombardeiros para o golfo Pérsico em maio, no que o assessor de Segurança Nacional, John Bolton, descreveu como uma mensagem "clara e inequívoca" ao Irã de que qualquer ataque aos interesses americanos ou dos seus aliados seria recebido com "força implacável".

    Além disso, os EUA propuseram a formação de uma coalizão marítima internacional e convidaram vários países europeus, incluindo Alemanha, França e Reino Unido, juntamente com outras nações, como Japão, Coreia do Sul e Austrália, para se juntarem a eles. Embora alguns deles tenham manifestado relutância em participar da iniciativa, Reino Unido aderiu à missão.

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    Tags:
    porta-aviões, Irã, militares, EUA
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