01:30 13 Novembro 2019
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    Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu

    Sem Israel, o Oriente Médio cairia diante do 'extremismo islâmico', diz Netanyahu

    © AP Photo/ Sebastian Scheiner
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    Nunca disposto a medir suas palavras, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que Israel é a única força a se defender de uma aquisição radical islâmica do Oriente Médio, argumentando que Tel Aviv é um defensor indispensável de toda a região.

    Netanyahu compartilhou esta visão com uma delegação de jornalistas e blogueiros árabes em uma visita a Israel nesta terça-feira.

    "Eu lhes disse uma coisa em que acredito: a única força que impede o colapso do Oriente Médio é Israel", afirmou o primeiro-ministro em um post no Facebook citando seus comentários, acrescentando que "sem Israel, o Oriente Médio iria colapsar sob o jugo das forças do extremismo islâmico".

    "Por estar presente aqui, [...] Israel está impedindo o colapso do Oriente Médio e impedindo que caia nas mãos do Islã radical", acrescentou.

    Embora a postagem do primeiro-ministro só tenha dito que os jornalistas vieram de países que "não mantêm relações diplomáticas com Israel", um comunicado do Knesset disse que os números da mídia vêm da Arábia Saudita, Iraque, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Egito.

    Netanyahu também destacou que alguns dos jornalistas "expressaram seu desejo de que o público árabe reconheça o Estado de Israel" e ofereceu visitas adicionais para fortalecer as relações, enquanto o comunicado do Knesset citou um delegado para descrever o país como "terra dos sonhos".

    O primeiro-ministro já fez aberturas a alguns dos vizinhos árabes de Israel, dizendo a um público de diplomatas em Israel no ano passado que Tel Aviv estava "normalizando gradualmente com os principais países do mundo árabe", particularmente como resultado do acordo nuclear assinado em 2015 entre o Irã e as potências mundiais, que Israel e Estados árabes, como a Arábia Saudita, criticaram como um "mau acordo".

    A visita da mídia desta terça-feira parece ser mais um passo nesse processo de normalização.

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    Tags:
    islã, jihadistas, xiitas, terrorismo, diplomacia, Benjamin Netanyahu, Irã, Arábia Saudita, Oriente Médio, Israel
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