11:03 16 Outubro 2019
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     President Hassan Rouhani listens to explanations on new nuclear achievements at a ceremony to mark National Nuclear Day, in Tehran, Iran, Monday, April 9, 2018

    'Ato de terrorismo': presidente do Irã sobe o tom contra sanções dos EUA

    © Foto/ an official website of the Iranian Presidency office
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    O presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse neste sábado (6) que as sanções impostas a Teerã pelos EUA são um "ato de terrorismo".

    Rouhani também alertou a comunidade internacional de que a continuidade de tal "guerra econômica" afetaria o mundo inteiro, conforme publicou seu serviço de assessoria de imprensa.

    "A continuação desta guerra econômica pode levar a outras ameaças na região e no mundo", disse Rouhani, segundo o comunicado.

    As afirmações fizerram parte de uma conversa telefônica com o presidente da França, Emmanuel Macron, a quem o presidnete iraniano também cobrou esforços da União Europeia para preservar o acordo nuclear do Irã, do qual os Estados Unidos se retiraram há um ano.

    Escalada na tensão

    Em maio de 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos se retirariam do Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA) devido às supostas violações do acordo pelo Irã.

    Logo depois de deixar o JCPOA, os Estados Unidos reimpuseram sanções econômicas contra o Irã - que haviam sido levantadas como parte do acordo nuclear.

    Já em maio deste ano, o Irã anunciou que o país suspendeu parcialmente suas obrigações sob o acordo nuclear. Teerã também deu início a um prazo de 60 dias - até 7 de julho - para que os outros signatários do acordo encontrassem uma maneira de proteger o Irã da pressão de sanções dos EUA, mantendo o JCPOA.

    No início da semana, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, confirmou que o país já ultrapassou o limite de 300 quilos do JCPOA de estoque de urânio pouco enriquecido.

    O Irã também alertou que, caso as condições apresentadas não sejam alcançadas, a partir de 7 de julho o país começaria a enriquecer urânio acima do limite de 3,67% previsto pelo JCPOA.

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