05:30 21 Outubro 2019
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    Heiko Maas

    Ministro alemão vai ao Irã e diz esperar que acordo com Europa cesse chance de guerra

    © REUTERS / Stefanie Loos
    Oriente Médio e África
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    Devem ser tomadas medidas para evitar a guerra entre o Irã e os EUA, alertou o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, ecoando uma preocupação mais ampla na Europa com as conseqüências do novo impasse no Oriente Médio.

    Após as paradas na Jordânia e no Iraque, o ministro alemão Heiko Maas reuniu-se com seu colega no Irã na segunda-feira para discutir formas de dar nova vida ao pacto nuclear de 2015, esperando evitar uma nova escalada com Washington em meio a uma enxurrada de acusações e ameaças.

    "A situação na região é altamente explosiva e extremamente séria", avaliou Maas a repórteres após se encontrar com o chanceler iraniano Mohammad Javad Zarif. "Uma escalada perigosa de tensões existentes também pode levar a uma escalada militar".

    Naquela atmosfera de hostilidade, várias grandes empresas europeias deixaram de fazer negócios com a República Islâmica, temendo as sanções americanas e isolando o país dos mercados globais.

    Um veículo comercial há muito esperado, projetado para ajudar o Irã a burlar as sanções dos EUA, estará pronto em breve, segundo a Alemanha. Berlim espera restaurar o comércio entre o Irã e a Europa e ajudar a "evitar o fracasso" do acordo nuclear.

    Maas advertiu que o novo sistema de pagamento, conhecido como INSTEX (Instrumento de Apoio ao Comércio de Trocas), "não pode fazer milagres" e será difícil de implementar.

    "Este é um instrumento de um novo tipo, por isso não é fácil operacionalizá-lo", afirmou Maas, mas acrescentou que "todos os requisitos formais estão em vigor agora".

    Embora o Irã seja altamente crítico em relação aos EUA por se esquivar do acordo em maio de 2018 - e criticou os signatários da União Europeia (UE) por não fazer mais para pressionar Washington -, Zarif concordou na reunião em cooperar com o mecanismo de comércio paliativo.

    Washington continua a impor novas camadas de sanções à República Islâmica como parte do que chama de "campanha de pressão máxima", mais recentemente visando o setor petroquímico do país, enquanto sanções em toda a indústria petrolífera foram introduzidas em novembro.

    O Irã considerou as sanções "terrorismo econômico", e em maio prometeu aumentar sua taxa de enriquecimento de urânio se as penalidades não fossem levantadas.

    Os signatários da UE do acordo nuclear, Alemanha, França e Reino Unido, pediram aos Estados Unidos que respeitem o acordo assinado em 2015 e prometeram manter o acordo, mas o Irã continua crítico em relação ao que vê como um vazio esforço para manter o acerto.

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    Tags:
    União Europeia, diplomacia, sanções, acordo nuclear, JCPOA, Mohammad Javad Zarif, Heiko Maas, Europa, Alemanha, Estados Unidos, Irã
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