08:05 21 Setembro 2019
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    Um manifestante sudanês em Cartum segura uma bandeira nacional ao se deparar com uma barricada ao longo de uma rua, exigindo que o Conselho Militar de Transição do país entregue o poder a civis.

    Sudão nega denúncias de massacre contra manifestantes: 'Número de mortos não passou de 46'

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    O Comitê Central de Médicos do Sudão alegou mais cedo que o número de mortes na violenta repressão a um protesto na capital sudanesa aumentou para 100 depois que 40 corpos foram retirados do Nilo. Autoridades locais, porém, negam o número.

    De acordo com a agência de notícias estatal SUNA, o Ministério da Saúde do Sudão declarou que o número de mortos da violência recente "não ultrapassa 46".

    Na quarta-feira, o Departamento de Estado dos EUA pediu que as forças armadas do Sudão "desistam da violência" e pediu a retomada das negociações com os manifestantes. "Os Estados Unidos condenam os recentes ataques contra manifestantes no Sudão", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Morgan Ortagus, em um comunicado.

    Meses de protestos contra o governo no Sudão culminaram em um golpe militar em 11 de abril e a prisão do então presidente Omar Bashir, que governou o país por 30 anos. Militares formaram um Conselho Militar de Transição e prometeram realizar uma nova eleição dentro de dois anos. Os manifestantes, porém, se recusaram a aceitar a gestão militar de transição.

    Na terça-feira, o chefe da Conselho, Abdel Fattah Abdelrahman Burhan, convocou uma eleição geral que deveria ser realizada dentro de nove meses e disse que as negociações com a oposição seriam encerradas.

    Em comunicado conjunto, os Estados Unidos, o Reino Unido e a Noruega questionaram publicamente o plano do Conselho e pediram a transferência imediata de poder para um governo civil.

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    Abdel Fattah Abdelrahman Burhan, Nilo, Cartum, Sudão
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