13:36 16 Setembro 2019
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    Primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu durante discurso em Jerusalém, Israel, 1 de maio de 2019

    Em meio a ataques à Síria, Netanyahu adverte que Irã será 'ainda mais atingido'

    © REUTERS / Ronen Zvulun
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    O premiê israelense Benjamin Netanyahu reconheceu ter ordenado ataques aéreos contra posições militares sírias.

    O primeiro ministro israelense advertiu que o Irã sofrerá "consequências terríveis" se ameaçar Israel, ao mesmo tempo que reafirmou sua posição firme em relação às Colinas de Golã ocupadas.

    "Não só levamos as ameaças do Irã a sério, como também não somos dissuadidos por elas, porque qualquer um que tente nos atingir será ainda mais atingido […] Temos provado isso muitas vezes na história do nosso Estado. E acabamos de provar isso ontem (2) à noite", disse Netanyahu no domingo durante uma cerimônia realizada em Jerusalém.

    Após a declaração do premiê, a base aérea síria T-4 na província síria de Homs foi alvo de ataques alegadamente por mísseis israelenses, resultando na morte de ao menos três soldados sírios e ferimentos em outros sete.

    Segundo a agência de notícias SANA, a recente ofensiva com mísseis correspondeu a "sucessivos ataques terroristas nos subúrbios do norte de Hama e Idlib".

    A Síria classifica os ataques uma violação da sua soberania, acusando Israel de aumentar o moral dos terroristas que ainda restam no território sírio. 

    De acordo com analistas, Tel Aviv parece ter intensificado suas intrusões transfronteiriças, principalmente após o reconhecimento da soberania israelense sobre Golã pelo presidente norte-americano Donald Trump.

    "Israel respondeu tão rapidamente porque quer preservar o status quo da ocupação israelense [...] Israel nem sequer tem o direito de estar nas Colinas de Golã", afirma o jornalista e escritor do Oriente Médio Ali Rizk.

    Os especialistas também acreditam que esses ataques podem ser uma manobra de campanha para aumentar a popularidade de Netanyahu e seu partido, que estão concorrendo à reeleição em setembro.

    "Netanyahu está em terreno sólido quando se trata de sua política de segurança e de lidar com ameaças. Ele goza de amplo apoio tanto da esquerda quanto da direita nesta questão", ressaltou o analista político Mitchell Barak.

    Para o jornalista Rizh, "esses passos dados por Washington beneficiam principalmente Netanyahu".

    "Vemos uma campanha contínua de ataques , contra-ataques e retaliações. Ambos os lados jogam mais pela [vantagem] política; não é apenas o lado israelense […] Os inimigos de Israel não estariam lá em primeiro lugar se não fossem os fracassos da política externa dos EUA", disse o jornalista Martin Jay.

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    Tags:
    Colinas de Golã, Irã, ataques, Síria, Benjamin Netanyahu
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