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    Líderes africanos durante a Cimeira da União Africana (UA) para estabelecimento do acordo de Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), em Kigali, Ruanda, 21 de março de 2018

    Maior zona de comércio livre do mundo está prestes a entrar em vigor na África

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    Oriente Médio e África
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    A partir do dia 30 de maio entrará em vigor o maior acordo de comércio livre, por sua população, que o mundo tem visto – a Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA).

    Recentemente, o Ministério das Relações Exteriores do Egito informou que as 22 ratificações necessárias já foram recebidas, sendo que as duas últimas, de Serra Leoa e da República Saharaui, foram obtidas pela União Africana (UA) no dia 29 de abril.

    O acordo, considerado o maior desde a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 1995, foi assinado por 55 países africanos com exceção de três (Benim, Eritreia e Nigéria).

    A ONU disse que se a Nigéria aderir à AfCFTA, o comércio intra-africano poderá crescer mais de 50% nos próximos cinco anos, além de reduzir os direitos aduaneiros sobre 90% dos bens do continente.

    Assim que o tratado comercial comece a valer, ele irá alcançar mais de 1,2 bilhão de pessoas, com um produto interno total de cerca de 3,4 trilhões de dólares, detalha a ONU.

    O presidente de Ruanda, Paul Kagame, classificou o novo acordo como um "novo capítulo na unidade africana".

    "Quando olhamos para as economias africanas neste momento, seu problema é basicamente a fragmentação […] São economias muito pequenas em relação ao resto do mundo. Os investidores têm muita dificuldade em fazer investimentos em grande escala nesses pequenos mercados", afirmou o comissário da UA, Albert Muchanga, adicionando que o continente está se “afastando da fragmentação para atrair investimentos de longo prazo e em larga escala”.

    Em 2012, o projeto da AfCFTA foi aprovado e seus participantes começaram a trabalhar na proposta três anos depois. Mas foi em março de 2018 que os líderes de 44 países africanos aprovaram o acordo em Ruanda.

    Os países-membros do acordo estão alegadamente a ponderar a possibilidade de utilizar uma moeda comum.

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    acordo de livre comércio, zona de livre comércio, África
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