13:05 15 Setembro 2019
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    Soldados norte-americanos participam de cerimônia de abertura do exercício militar Iron Wolf 2017, na área de treinamento em Pabrade, ao norte da capital lituana de Vilnius, em 12 de junho de 2017

    Análise: 'É quase impossível que EUA derrotem Irã com um grupo de 120 mil soldados'

    © AP Photo / Mindaugas Kulbis
    Oriente Médio e África
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    Um contingente de apenas 120 mil soldados estadunidenses é insuficiente para vencer em um conflito com o Irã, opina especialista militar russo, comentando os planos dos EUA recentemente anunciados.

    Mais cedo, o jornal The New York Times informou que o secretário interino de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, havia apresentado um plano militar atualizado que prevê o envio de até 120 mil soldados para o Oriente Médio no caso de o Irã decidir acelerar o desenvolvimento nuclear ou atacar as forças norte-americanas na região.

    De acordo com a publicação, o tamanho da força teria surpreendido muitos participantes da reunião, já que o mesmo número de tropas esteve envolvido na invasão do Iraque em 2003.

    Nessa conexão, o especialista russo Konstantin Sivkov explicou que número de tropas e material militar os EUA precisam em caso de decidirem exercer uma pressão real sobre o Irã.

    "É quase impossível que os Estados Unidos derrotem o Irã com um grupo de 120.000 soldados, considerando o potencial militar de Teerã", destacou.

    Na opinião dele, é mais provável que Washington esteja planejando uma operação aérea em grande escala para destruir a economia e os centros nucleares do Irã.

    Ao mesmo tempo, ele enfatizou que para os americanos é difícil destruir a infraestrutura nuclear do Irã com um ataque aéreo massivo, adicionando que para isso teriam que usar armas nucleares para alcançar as instalações escondidas em bunkers subterrâneos.

    O especialista também apontou para os problemas logísticos que o Pentágono teria para uma operação massiva na região.

    "Os americanos precisam de pelo menos 1.500 aviões para destruir completamente a capacidade industrial do Irã, mas eles não têm uma infraestrutura adequada na região."

    Estima-se que Washington precisaria de seis a sete meses para preparar uma campanha aérea contra o Irã.

    Ademais, o especialista duvida que a Turquia e o Paquistão permitam que os americanos usem suas bases aéreas a fim de realizar qualquer atividade contra o Irã.

    "Só restam Israel e a Arábia Saudita, mas sua ajuda é insuficiente, pois [os EUA] precisam de entre 10 e 15 bases aéreas e os americanos têm cinco ou seis", acrescentou.

    Ele observou que a posição da Rússia neste conflito também pode ser um impedimento, visto que Moscou enviaria ao Irã sistemas e equipamentos antiaéreos de guerra eletrônica avançados, assim como conselheiros militares.

    Os Estados Unidos aumentaram a tensão no golfo Pérsico depois de enviarem, na semana passada, um porta-aviões e bombardeiros estratégicos para a região.

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    Tags:
    material bélico, ataque aéreo, bombardeiros, EUA, Irã
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