14:45 23 Maio 2019
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    Ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem, na Assembleia Geral da ONU

    Síria condena tentativa de golpe na Venezuela

    © AFP 2019 / Timothy A. Clary
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    O Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou a recente tentativa de golpe na Venezuela. Segundo Damasco, a tentativa mostra que os Estados Unidos seguem suas políticas para desestabilizar a situação no país, conforme divulgou a imprensa local nesta quarta-feira (1).

    Na terça-feira (30), o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, pediu aos civis na Venezuela que saíssem às ruas para ajudar a depor o presidente Nicolás Maduro. Em resposta, Maduro disse que os comandantes militares haviam reiterado sua total lealdade ao povo, à constituição e à pátria. Segundo o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino Lopez, as forças armadas do país continuam a apoiar firmemente a "constituição e autoridades legítimas".

    "A República Árabe Síria condena veementemente a fracassada tentativa de golpe de Estado sobre a legitimidade constitucional na República Bolivariana da Venezuela […]. Os últimos acontecimentos dos eventos e reações em Washington provaram que a administração dos EUA segue com suas políticas que visam minar a estabilidade na República Bolivariana da Venezuela e usar todas as armas que possui, incluindo o cerco econômico para superar as escolhas do povo venezuelano", disse uma fonte à agência de notícias SANA.

    A fonte acrescentou que o fracasso foi um "forte golpe para a administração dos EUA".

    A crise política na Venezuela se intensificou em janeiro deste ano, logo após a posse de Nicolás Maduro para seu novo mandato. Guaidó se autoproclamou líder interino do país no dia 23 e Vários países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, apoiaram sua reivindicação. Maduro tem acusado os Estados Unidos de tentarem organizar um golpe na Venezuela. Rússia, China e vários outros países mantiveram seu apoio a Maduro como o presidente legítimo da Venezuela.

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    Tags:
    crise na venezuela, SANA, Ministério das Relações Exteriores da Síria, Vladimir Padrino Lopez, Juan Guaidó, Nicolás Maduro, EUA, Síria, China, Rússia, Venezuela
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