10:17 19 Maio 2019
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    Mulher iraniana segura bandeira nacional enquanto passa por um muro representando a Estátua da Liberdade na parede da antiga embaixada dos EUA em Teerã (foto de arquivo)

    Irã sugere abandono de tratado de não proliferação nuclear em meio a sanções dos EUA

    © AFP 2019 / BEHROUZ MEHRI
    Oriente Médio e África
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    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse que o país pode sair do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) como parte das medidas de retaliação às novas sanções americanas.

    Neste domingo (28), a emissora estatal IRIB comunicou que a intenção do premiê iraniano de abandonar o acordo, destinado a impedir a disseminação das armas nucleares, estava entre as "numerosas opções" disponíveis.

    "As escolhas da República Islâmica são inúmeras, e as autoridades do país estão as considerando [...] e deixar o TNP é uma delas", disse Zarif.

    O movimento vem depois que a administração Trump anunciou novas medidas no dia 22 de abril para impedir as exportações de petróleo iraniano, removendo as exceções à proibição imposta aos compradores de petróleo bruto iraniano, incluindo norte-americanos. 

    O objetivo desta decisão é "reduzir a zero as exportações de petróleo do Irã" e assim privar a República Islâmica da sua principal fonte de rendimento.

    Dessa forma, se a partir de 2 de maio a Índia, Itália, Grécia, Japão, Coreia do Sul, Turquia, China e a ilha chinesa de Taiwan continuarem comprando petróleo do Irã, Washington ativará sanções contra eles.

    Desde novembro de 2018, esses Estados não eram abrangidos temporariamente pelas sanções "petrolíferas" dos EUA, a fim de reduzirem gradualmente as suas importações de petróleo bruto iraniano.

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    Tags:
    sanções, Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, Irã, EUA, Mohammad Javad Zarif
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