10:31 23 Agosto 2019
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    Parada do Hezbollah durante uma cerimônia de homenagem a militantes mortos, no Líbano, em 18 de fevereiro de 2017.

    Hezbollah diz ter 'cartas na manga' após jogada dos EUA contra Guarda Revolucionária

    © AP Photo / Mohammed Zaatari
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    A declaração do movimento xiita libanês sucede decisão norte-americana de classificar o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) como terrorista. Trata-se da primeira vez que os EUA incluem tropas de outro país na lista negra.

    Comandante do Hezbollah, Hassan Nasrallah, não aceitou a decisão norte-americana de designar o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica como organização terrorista. Ele se referiu aos Estados Unidos como principal fonte patrocinadora do terrorismo mundial.

    "Os Estados Unidos ultrapassaram imprudentemente todos os limites ao designarem IRGC como organização terrorista. A força [do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica] tem feito um grande sacrifício para resistir à hegemonia dos EUA e de Israel na região. Nós condenamos a decisão norte-americana e expressamos nosso suporte aos nossos amigos do IRGC", declarou Nasrallah na quarta-feira (10), citado pelo canal de televisão Press TV.

    Para o comandante do Hezbollah, a jogada dos Estados Unidos foi uma concessão ao premiê israelense, Benjamin Netanyahu, às vésperas das eleições na nação judaica.

    "Colocar o IRGC e o Hezbollah na lista negra é prova de nossa força, e não de fraqueza. É nosso direito fundamental, além do dever humanitário e moral, enfrentar todos que nos ameaçam. A frente de resistência tem muitas cartas na manga para responder às sanções e medidas dos EUA", acrescentou o líder do movimento xiita libanês.

    Em resposta à decisão dos EUA, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã acusou o governo norte-americano de apoiar terroristas e passou a reconhecer o Comando Central dos EUA (CENTCOM, na sigla em inglês) como organização terrorista.

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    Tags:
    Comando Central dos EUA, CENTCOM, Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), Hassan Nasrallah, Irã, Israel
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