10:43 23 Setembro 2019
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    Danos no aeroporto moçambicano de Beira após a passagem do ciclone tropical Idai

    ONU pede US$ 282 milhões para conter destruição após ciclone em Moçambique

    © AFP 2019 / Deborah Nguyen/UN WFP
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    A Organização das Nações Unidas (ONU) está fazendo um apelo de emergência por US$ 282 milhões nos próximos três meses para ajudar Moçambique a se recuperar da devastação do ciclone Idai.

    Os recursos da ONU serão usados para fornecer água, saneamento, educação e restaurar a subsistência das centenas de milhares de pessoas deslocadas, disse o chefe humanitário da ONU, Mark Lowcock, nesta segunda-feira (26).

    Ele disse que pedidos separados serão feitos em breve para o Zimbábue e Malawi, também duramente atingidos pelo ciclone.

    Lowcock disse que os fundos para as vítimas do ciclone estão começando a chegar, incluindo 22 milhões de libras do Reino Unido, mas estão longe de ser o suficiente. 

    A chefe do UNICEF, Henrietta Fore, visitou a cidade portuária de Beira e disse que "é uma corrida contra o tempo" para ajudar os desabrigados e prevenir doenças.

    O número de mortes do ciclone Idai subiu para mais de 750 nos três países da África Austral atingidos há 10 dias pela tempestade, enquanto os trabalhadores se apressam para restaurar a eletricidade, a água e tentar evitar o surto de cólera.

    Em Moçambique, o número de mortos subiu para 446 enquanto há 259 mortos no Zimbabué e pelo menos 56 mortos no Malawi para um total de 761 nas três nações.

    O número de mortos é "muito preliminar", disse o ministro do Meio Ambiente de Moçambique, Celso Correia, que previu um aumento na contagem.

    Os militares dos EUA vão se juntar ao número de grupos de ajuda internacional que prestam assistência alimentar e médica àqueles afetados pelo ciclone em massa, um dos piores desastres naturais na África Austral na história recente.

    Cerca de 228 mil desabrigados estão agora em acampamentos em toda a vasta área inundada de Moçambique, disse Correia, que é o coordenador de desastres do governo. Ainda é muito cedo para dar um número de desaparecidos, afirmou.

    Há relatos de diarreia nos abrigos, mas Correia diz que é cedo demais para dizer se há casos de cólera. Todavia, é provável o surgimento da doença, avaliou o ministro de Moçambique.

    As equipes de ajuda estão indo para pontos altos em ilhas criadas pelo ciclone Idai e encontrando "muita gente", disse Correia.

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    Tags:
    ONU, Moçambique
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