23:09 13 Dezembro 2019
Ouvir Rádio
    Esculturas de soldados israelenses ao lado de cartaz mostrando as respectivas distâncias até Damasco e Bagdá, nas Colinas de Golã anexadas a Israel, 20 de janeiro de 2019.

    Síria avalia de 'arrogante' proposta de senador dos EUA sobre Golã como parte de Israel

    © AFP 2019 / JALAA MAREY
    Oriente Médio e África
    URL curta
    8131
    Nos siga no

    O governo da Síria atacou o senador americano Lindsey Graham, que havia afirmado que as Colinas de Golã devem permanecer como território de Israel.

    "Estas declarações [do senador Lindsey Graham] mostram a mentalidade arrogante da administração dos EUA, e que ela vê as questões regionais com os olhos dos sionistas de uma forma que serve aos interesses israelenses", disse a agência de notícias SANA citando um responsável oficial anônimo no Ministério das Relações Exteriores da Síria.

    O funcionário da chancelaria síria continuou afirmando que os comentários do senador mostram sua ignorância em história e geografia, bem como demonstram o desrespeito de Washington pelo direito internacional.

    "Todas as resoluções das Nações Unidas — particularmente a Resolução 497 do Conselho de Segurança, adotada por unanimidade em 17 de dezembro de 1981 — confirmam o estatuto legal dos Golã sírios como território ocupado e declaram a sua anexação por Israel como nula e sem efeito", acrescentou o informador.

    A resposta veio após os comentários de Graham, que disse na segunda-feira (10), durante um tour pela região disputada, ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e ao embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, que vai pressionar os EUA para eles reconheçam formalmente as Colinas de Golã como parte de Israel.

    Em fevereiro, os senadores republicanos norte-americanos Ted Cruz e Tom Cotton, juntamente com o deputado Mike Gallagher, apresentaram uma resolução para "garantir que Israel mantenha o controle das Colinas de Golã".

    Em dezembro de 2018, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução declarando a decisão de Israel de estender a sua legislação sobre Golã como nula e sem efeito, e instando o Estado judeu a se retirar do território.

    As Colinas de Golã foram tomadas da vizinha Síria por Israel após a Guerra dos Seis Dias de 1967, mas foi em 1981 que Tel Aviv aprovou formalmente a legislação anexando a área. A decisão foi criticada pelas Nações Unidas como ilegal e os EUA também se recusaram a reconhecê-la.

    Mais:

    'Colinas de Golã permanecerão para sempre em nossas mãos', afirma Netanyahu
    EUA pretendem rejeitar resolução da ONU pedindo que Israel devolva Golã à Síria
    Netanyahu ainda espera que os EUA reconheçam a reivindicação de Israel às colinas de Golã
    Força Aérea de Israel mata 7 militantes nas Colinas de Golã
    Tags:
    arrogante, Ministério das Relações Exteriores da Síria, Lindsey Graham, Síria, Israel, Colinas de Golã
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar