09:37 16 Outubro 2019
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    Uma visão da Montanha Qasioun em Damasco

    Rússia: situação no nordeste da Síria deve se resolver por diálogo entre curdos e Damasco

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    A situação no nordeste da Síria após a retirada das tropas dos EUA deve ser resolvida através do dialogo entre os curdos e Damasco, declarou o vice-chanceler russo, Sergei Vershinin.

    "Discutiram-se várias opções do que pode ser feito após a saída dos EUA da Síria. […] Parece que a melhor variante de resolução do problema seria um diálogo entre Damasco e os curdos, que são parte integrante da nação síria e que terão que morar na Síria unida", declarou Vershinin.

    O vice-chanceler russo assinalou que a parte russa apoiaria tal diálogo, que parece ser o caminho mais correto a seguir.

    Além disso, Vershinin declarou que "não haverá nenhum cessar-fogo em Idlib entre o governo sírio e os terroristas", pois estes representam uma ameaça para todos. Segundo ele, os terroristas continuam sendo alvos potenciais a atingir.

    "Não é possível falar que podemos nos reconciliar com os terroristas da Frente al-Nusra [grupo terrorista proibido na Rússia e em vários outros países] e de outras organizações parecidas", anunciou Vershinin.

    Ele ressaltou também que o chamado grupo de garantidores da paz de Astana — Rússia, Turquia e Irã — continuará combatendo o terrorismo e, no mesmo tempo, pensando em como não prejudicar a população civil.

    No final de 2018, Donald Trump anunciou a vitória sobre o Daesh na Síria e subsequente retirada das tropas americanas do país árabe. No entanto, a luta contra is jihadistas em algumas partes da Síria ainda está em andamento.

    O conflito armado na Síria começou em 2011. A coalizão internacional liderada pelos EUA atua desde 2014 no Iraque e na Síria com o alegado objetivo de derrotar o grupo terrorista Daesh, o autoproclamado Estado Islâmico. No entanto, as ações na Síria são realizadas sem a autorização das autoridades locais ou do Conselho de Segurança da ONU.

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    Tags:
    terroristas, diálogo, curdos, tropas, retirada, EUA, Rússia, Damasco, Síria
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