11:05 13 Dezembro 2019
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    Especialista em uma central nuclear no Irã (arquivo)

    Programa nuclear iraniano teria sido alvo de trama de espionagem

    © AP Photo / Vahid Salemi
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    Os serviços de inteligência de Israel, Reino Unido e EUA teriam arquitetado um plano para resgatar um cientista nuclear do Irã para levá-lo à Inglaterra.

    Segundo o jornal Daily Express, a operação foi planejada em outubro e executada em dezembro de 2018, sob o pretexto de temer pela segurança do cientista.

    O cientista nuclear de 47 anos teria participado do assassinato de Mostafa Ahmadi Roshan, cientista e diretor das instalações nucleares de Natanz, no Irã. O cientista foi morto em uma explosão, causada por uma bomba aderente que estava em seu veículo, em 2012.

    Os serviços secretos britânico, israelense e norte-americano teriam se encarregado da operação, que ocorreu do Irã à França, e então, Reino Unido.

    No último percurso da operação através do canal da Mancha, o cientista foi transportado por uma embarcação junto de um grupo de imigrantes, com o objetivo de não chamar a atenção. Isso porque o Reino Unido temia as consequências por ser um dos contratantes do acordo nuclear iraniano.

    A ação foi tomada, pois havia o temor de que as autoridades persas reconhecessem o cientista como autor do assassinato de 2012, segundo o jornal Daily Express.

    O cientista iraniano era de fundamental importância para a inteligência britânica, pois tinha informações exclusivas sobre o programa nuclear de Teerã.

    Para o comentarista político do canal de televisão Press TV, Hassan Behestipour, o cientista era um espião israelense e o escândalo sobre a extradição do iraniano do território persa "não passa de uma informação tóxica que recorda uma história de detetives".

    "Publicam este tipo de notícias e depois dizem que, com base na informação dada por essa pessoa, é possível falar sobre a informação filtrada do Irã […]", afirma Behestipour, ressaltando que "antes havia casos semelhantes que receberam cobertura da imprensa ocidental, no entanto, isso é mais uma história de espiões que não tem nada a ver com a realidade".

    Com relação ao programa nuclear iraniano, o especialista deixou claro que é completamente transparente e que é submetido apenas ao controle do Órgão Internacional de Energia Atômica.

    Entretanto, essa não é a opinião de Simon Tsipis, especialista em relações internacionais e em segurança do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel, que cita que o "cientista iraniano não foi sequestrado, mas, sim, retirado [do Irã] a seu pedido, devido à suposta ameaça caso fosse revelado que havia cooperado durante anos com o serviço secreto israelense e ajudado a eliminar os físicos nucleares iranianos […]".

    Além disso, o especialista israelense acredita que "exista uma cooperação estreita entre os serviços de inteligência israelense, britânico, norte-americano e francês, onde cada uma das unidades possui recursos exclusivos quando se trata do Irã".

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    Tags:
    rede de espionagem, cientistas, espionagem, central nuclear, usina atômica, Irã
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