01:20 19 Outubro 2019
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    Forças de paz da ONU mantêm suas bandeiras em pé ao lado das bandeiras do Hezbollah e do Líbano nos locais onde escavadores israelenses estão trabalhando.

    Hezbollah avisa que está pronto caso Israel lance guerra

    © AP Photo / Hussein Malla
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    O subsecretário-geral do movimento libanês Hezbollah, Naim Qassem, disse em entrevista que o grupo não acredita que Israel seja capaz de começar um conflito com o Líbano, mas que se considera "pronto" para contra-atacar, reportou Press TV.

    "Eu não acho que Israel esteja pronto para começar um conflito com o Líbano agora, porque a situação é complicada e Israel não está interessado em guerra […] Mas se [Israel] quer lançar uma guerra, estamos prontos", alertou o subsecretário-geral.

    Previamente, o premiê israelense Benjamin Netanyahu acusou o movimento Hezbollah de ser "representante" iraniano, alegando que o grupo tinha tomado o controle do recém-formado governo libanês. As reivindicações vêm em meio a tensões contínuas sobre túneis encontrados na fronteira libanesa-israelense, e temores israelenses das crescentes capacidades de mísseis do Hezbollah.

    Já em relação às alegações do premiê israelense sobre o "controle" libanês no movimento, Qassem as classifica como irrelevantes.

    "Estas alegações não são importantes. O Hezbollah se considera parte de um governo de unidade nacional no Líbano", destacou, complementando que o grupo abrangia "apenas 10%" do governo.

    Netanyahu havia prometido anteriormente enviar uma "mensagem muito poderosa, assim como paramos os túneis de terror que entram em Israel: Vamos parar toda a agressão, do Líbano, da Síria ou do próprio Irã".

    Após nove meses de impasse no país, o Líbano formou um novo governo no dia 31 de janeiro. Tal acontecimento provocou preocupações em Israel e EUA, principalmente quanto à participação do Hezbollah no novo governo e no controle do Ministério da Saúde, que dispõe da maior parte do orçamento do país.

    As tensas relações entre Tel Aviv e Beirute pioraram em 2018, depois que o Exército israelense lançou uma operação na fronteira para destruir o que Israel classifica como "túneis de terror do Hezbollah". Já o movimento alega que os túneis foram construídos antes da guerra de 2006. Novos exercícios foram recentemente realizados pelo Estado judaico na região fronteiriça, onde simularam um conflito armado contra militantes.

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    Tags:
    resposta militar, guerra, Hezbollah, Benjamin Netanyahu, Naim Qassem, Israel, Líbano
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