21:46 15 Julho 2019
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    As forças dos EUA na sede da Unidade de Proteção do Povo Curdo (YPG) perto de Malikiya, na Síria, em 25 de abril de 2017.

    Ex-enviado americano: não há plano após retirada das tropas dos EUA da Síria

    © REUTERS / Rodi Said
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    O ex-enviado especial dos EUA para as forças anti-Daesh na Síria alertou que a retirada das tropas norte-americanas do país pode ter consequências devastadoras, já que "não há um plano" para o que vem a seguir.

    Brett McGurk, o ex-enviado especial do presidente Donald Trump para a Coalizão Global contra o Daesh, disse durante o programa "Face the Nation", da emissora CBS, que não há um plano de retirada concreto.

    "Acredite em mim, não há planos para o que virá em seguida. No momento, não temos um plano", disse ele.

    "[Isso] aumenta a vulnerabilidade da nossa força, aumenta o risco em terra na Síria", acrescentou ele, sugerindo que o presidente dos EUA, Donald Trump, foi contra o conselho esmagador de sua equipe de segurança nacional ao tomar sua decisão.

    "Neste caso, acho que toda a equipe de segurança nacional tinha uma visão, e o presidente em uma conversa com o presidente (turco) Erdogan acabou de reverter completamente a política", disse McGurk.

    McGurk, que apresentou sua renúncia pouco depois do presidente Trump anunciar a retirada soldados norte-americanos da Síria, argumentou que a ausência de forças americanas criaria um vazio na liderança e levaria a aberturas para o Daesh se recuperar. Ele rejeitou a ideia de que a Turquia seria capaz de substituir o papel dos EUA.

    "É preciso liderança americana e é preciso presença americana, e acabamos de dizer ao mundo que não vamos mais estar presentes", disse ele.

    O vice-presidente Mike Pence, durante o mesmo programa, afirmou que Daesh "foi derrotado". O Conselheiro de Segurança Nacional John Bolton, no início deste mês, indicou que os EUA não sairiam do país sem a derrota total de Daesh e com garantias da Turquia de que esta não vai atacar os combatentes curdos apoiados pelos EUA na Síria. O secretário de Estado, Mike Pompeo, também disse que os EUA continuam na região com a mesma missão que sempre tiveram e que a retirada das tropas é uma "mudança tática".

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